Busca   
 
Edição 337 - Ano 21 - Maringá, PR 
   Home
   Opinião
   Crítica
   Crônica
   Entrevista
   Reportagem
   Geral
   Artigos & Cia
   Galeria de Fotos
   Edições Anteriores
Em nome do Furo
E o futuro?
A maravilhosa história do pornô moderno

Você está aqui: Home / Opinião / #14
Pregar e ganhar: a fé como mercadoria
A presença do capitalismo já não é imperceptível nas igrejas; a mais valia é objeto de fundação de novas instituições
Texto de Lello Montanher
Vivemos em uma sociedade onde cada vez mais o desejo de lucrar, de comprar e de valorizar a estética, aflora nas pessoas. Neste contexto, a religião tornou-se questão de “concorrência”, onde o fiel é indiretamente tratado como cliente. E pastores, pregadores entre outros, ganham o sentido de “homens de negócios”.

De acordo com levantamento realizado pela Prefeitura de Maringá, o número de igrejas e entidades religiosas atualmente na cidade é de 180, sendo que em 2000, essa estatística era de 158. Um crescimento pequeno se for levado em consideração o número de lojas, bares, restaurantes e outros estabelecimentos. Mas, a questão é que se trata de igreja, logo se trata de Deus, divindade, respeito.

Não seria falta de bom senso criar uma igreja, uma doutrina? Isso depende muito dos ideais do fundador de determinada igreja e, muitas vezes, o ideal de tal pessoa é o dinheiro.

Podemos perceber que a verdadeira essência do que é ser religioso, foi omitida pelo “capitalismo selvagem”, quando freqüentamos algum encontro de louvor, onde, sem dúvida alguma percebemos a presença brusca do comércio, o que chamamos, de “mercado da fé” – seja por vendas de CDs, camisetas, livros etc.

Infelizmente, hoje, fundar uma igreja é fácil, e provavelmente a resposta para isso está na ignorância, arrogância e individualismo das pessoas. A falta de diálogo inteligente e a vontade de que: “tudo deve ser do meu jeito”, gera intriga entre líderes religiosos e faz com que o “incomodado se mude” e funde uma igreja, muitas vezes com o intuito de arrastar consigo o maior número possível de fiéis.

O surgimento de novas igrejas é um fato comum. É triste saber também que muitas das igrejas fundadas não passam de mera enganação e às vezes são conduzidas por estelionatários, levando dinheiro de pessoas angustiadas e aflitas, que, de alguma forma, procuram paz interior.

Deve-se tomar cuidado com o “mercado da fé”. Ele existe, tem concorrência e funciona, assim como qualquer outro comércio com o intuito de obter mais valia.

Imagem/Latuff (2003)/encontrada no endereço http://acauapyata.wordpress.com/author/acauapyata/

Comente você também...

Nome: E-mail:

Mensagem

Se comentário não poderá ultrapassar os 500 caracteres.
Lembramos que seu comentário será analisado antes de ser postado.

  Últimas Notícias
Opinião
Um dos principais exames do país tem graves f...
Crítica
Muitas vezes assessores de imprensa deixam a ...
Crônica
Sem dizer absolutamente nada, ele demonstra e...
 

  Confira também
Opinião
Um dos principais exames do país tem graves f...
Crítica
Muitas vezes assessores de imprensa deixam a ...
Crônica
Sem dizer absolutamente nada, ele demonstra e...
Infome seu e-mail abaixo
 

+ Topo Home | Contato | Administrador | Sobre o Jornal