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Edição 337 - Ano 19 - Maringá, PR 
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A desconfiança recai, de novo, sobre o Enem
Um dos principais exames do país tem graves falhas que comprometem a credibilidade que conseguiu adquirir em 13 anos

 Roosewelt Pinheiro/ABr
 
Vanessa Hartmann
Criado em 1998, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem como proposta avaliar a qualidade do Ensino Médio no Brasil. Outra função do exame é ajudar o aluno recém-formado na última etapa escolar a conquistar uma vaga em uma Instituição de ensino superior pública, por meio de composição de notas, ou particular, por meio do ProUni, Programa Universidade Para Todos.

É cada vez maior o número de estudantes que se inscrevem para realizar o exame. Nos últimos três anos o número de inscritos passou de 4.147.527 em 2009 para 4.611.441 em 2010 e 6.221.697 neste ano, segundo o portal Globo.com.

Há três anos, o Enem mudou o formato de avaliação. Passou de um dia para dois dias de prova. Começou a avaliar melhor o perfil do aluno e fortalecer ainda mais o processo de seleção para o ingresso nessas instituições. Algumas universidades chegaram ao ponto de abolir o vestibular e utilizar somente as notas do Enem como critério de avaliação.

Em 2009 houve furto do exame, alterações da data da prova e divulgação do gabarito errado. Esses problemas acarretaram no cancelamento e remarcação da data da prova. Em 2010 houve problemas na folha de respostas. Este ano, foram feitas novas denúncias de fraudes no exame. De acordo com o que foi publicado pela revista Veja no site www.veja.com, o MEC (Ministério da Educação) pediu à Polícia Federal que investigue a denúncia de que em uma escola do Estado do Ceará, alunos tiveram acesso a 14 questões do exame antes de ser realizado.

Segundo artigo do sociólogo e especialista em Enem Mateus Prado, “Enem: O primeiro dia já teve problemas”, o MEC deve ampliar e melhorar a equipe que elabora as provas, para que assim, pelo menos, as questões sejam bem formuladas e atinjam o objetivo de avaliar a competência do aluno.

Prado acrescenta que “O MEC deveria ampliar o número de elaboradores de questões, exigir que todas as questões estivessem dentro dos parâmetros determinados e testá-las previamente”. Este ano foi feito esse pré-teste e acabou acontecendo o vazamento de algumas dessas questões. Ficou claro que o que faltou foi organização e segurança durante o processo de execução do teste.

O Enem é um exame importantíssimo para todo o país. Porém, com a enorme quantidade de falhas que vem acontecendo ultimamente, como acreditar, de fato, no comprometimento do governo com a qualidade do ensino? Os alunos estão fazendo as provas mais com o objetivo de garantir vagas em universidades do que para testar o grau de conhecimento adquirido ao longo dos anos no banco escolar.

Em janeiro deste ano, o presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE), Paulo Speller, propôs que o Enem seja regionalizado, ou seja, que o exame não seja mais aplicado simultaneamente. Essa pode ser uma saída, vez que há três anos vêem acontecendo falhas inadmissíveis em um dos maiores exames do país.

Speller disse ainda, segundo reportagem do jornalista Demétrio Weber publicada em http://www.andifes.org.br, que como sugestão para a melhora do Enem, as universidades federais poderiam fazer parcerias com o MEC e juntos formulem as questões do exame. “O Brasil é muito grande. É preciso que haja descentralização do processo. As universidades federais podem contribuir muito. Minha sugestão é de descentralização do Enem, regionalização e parceria com universidades federais”, disse Speller em reunião do CNE.

A regionalização do Enem pode além de evitar falhas, analisar o conhecimento do aluno sobre assuntos importantes de sua região. Assim, preparando os alunos para o ingresso nas universidades, vez que os próprios vestibulares cobram esse conhecimento. Então, além de analisar a qualidade da educação do ensino médio, o exame também serviria como preparo para o que o aluno irá enfrentar após se formar.

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