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Edição 337 - Ano 18 - Maringá, PR 
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Fachada de casa atrai curiosos no Hermann Moraes
Comércio alternativo montado no jardim de uma das casas do bairro, em Maringá, exibe tapetes de diversas cores

 Imagem/Ana Luiza Verzola
 Dulciane Peron divide os afazeres de casa com o artesanato
Ana Luiza Verzola
Situado na zona norte de Maringá, o conjunto residencial Hermann Moraes de Barros tem, dentre tantas outras casas, uma que chama a atenção: na fachada está exposto um painel repleto de tapetes feitos com retalhos de tecidos. A singularidade da “decoração” atiçou a curiosidade da equipe de reportagem do jornal Matéria Prima, que arriscou tocar a campainha.

Alguns instantes de espera valeram a pena: a moradora Dulciane Peron, 38, além de mãe e dona de casa, é a responsável tanto pela produção do artesanato, quanto pela inovadora maneira de divulgação do trabalho que realiza há dois anos. Ela conta que aprendeu a costurar aos 8 anos, herança de família: a mãe era costureira. Mas garante que aprendeu sozinha a confeccionar os tapetes. “Eu comprei um modelo parecido na feira faz 15 anos. Um dia eu peguei a peça e resolvi fazer igual”, diz.

A opção por trabalhar em casa tem motivo: “Foi a forma que eu arrumei para cuidar das crianças e ainda ajudar nas despesas”, explica. Mãe de três filhos, ela comenta que nenhum deles se interessou pelo artesanato, mas não deixam de ajudá-la. “Enquanto eu costuro, eles estudam, e isso já é o suficiente”, afirma.

O processo de confecção da peça que vende é trabalhoso, levando em média três dias para ser finalizado. Selecionar a cor dos retalhos, recortá-los em pequenas tiras, remontá-los de acordo com a cor e definir o tamanho e modelo do tapete são apenas alguns dos passos que Dulciane tem de seguir para concretizar a atividade. A dona de casa diz que os modelos são sempre variados, e que nenhum sai igual ao outro, tanto pela dificuldade de encontrar retalhos da mesma cor, quanto para satisfazer os clientes que gostam da exclusividade.

Com a exposição roubando a cena na frente de casa, ela diz ter conseguido clientes também de outras cidades. “Os parentes vêm visitar [os vizinhos] e acabam passando aqui na frente. Já tive encomendas até de Foz do Iguaçu”, comenta, orgulhosa.

O artesanato não é um produto barato, tanto para quem faz quanto para quem compra, mas ainda tem quem procure. O que justifica a média de 200 a 300 artesãos ativos na cidade, que o presidente da Artemar (Associação dos Artesãos de Maringá), Leonil Lara, 65, diz acreditar existir.

Segundo Lara, é importante manter tal atividade na cidade. “Em Maringá não é fácil viver de artesanato, porque o mercado é muito fraco”, diz, complementando ainda que as vendas rendem mais fora da cidade. Afirmação confirmada por Dulciane: “As pessoas de fora dizem que não têm esse tipo de coisa na cidade delas”, diz.

Mesmo não participando da associação, ela se diz satisfeita com o que sabe fazer. Essa sensação de prazer com o trabalho é definida pela psicóloga Elisabete Colombo, 42, como terapia ocupacional. “É o caso em que a pessoa pode se sentir realizada ao passar pelo começo, meio e fim do processo de dedicação e ver o produto final. Pode ser gratificante pela utilidade, auxílio que a pessoa exerce no lar e no trabalho”, diz.

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