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Edição 337 - Ano 21 - Maringá, PR 
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Bairro divide opiniões e sentimentos
Algumas pessoas se dizem felizes por viver no Santa Felicidade; por outro lado, têm medo de serem vítimas da violência
Um bairro aparentemente tranqüilo que serve de cenário para muitas pessoas mostrarem suas qualidades ou defeitos. Tem gente que proporciona orgulho para quem mora no local, outros não fazem jus ao nome do bairro: Santa Felicidade. Os mais de 12 mil moradores conhecem boa parte dos sentimentos, seja a alegria por ter a família unida, mesmo passando por dificuldades ou o medo de tornarem-se vítimas da violência em um dos locais mais perigosos de Maringá.

O bairro localizado na zona sul da cidade tem escola, posto de saúde, áreas de lazer, por outro lado, tem índices altos de violência. Mesmo assim, segundo a moradora do bairro, Patrícia Souza, 38, dá orgulho de viver no local. “Eu sei que o bairro é um dos que recebem menos atenção por parte da população, que às vezes tem uma visão preconceituosa de quem mora aqui. Mesmo assim, não tenho vontade de ir para outro lugar.”

O bairro demorou a conquistar benefícios como uma adequada infra-estrutura que pudesse atender aos anseios da população. Recentemente, a prefeitura conseguiu R$25 milhões para obras de desfavelamento. O Santa Felicidade é um dos locais beneficiados por esses recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), por isso, algumas famílias estão deixando o bairro e indo morar em outros locais para que seja possível o início das obras.

Enquanto se discute a saída de alguns moradores do bairro, a rotina segue normalmente no local, mas não como em outros pontos da cidade. A cultura é a opção encontrada para esquecer um pouco das dificuldades. Diego Sanches, 19, por exemplo, encontrou na dança de rua a ocupação necessária para se divertir e ficar longe das drogas. “Aqui é muito fácil consumir drogas, mas eu ensaio minhas danças, a gente apresenta aqui e em outros bairros e assim, nunca me entreguei ao vício.”

Nem todos seguem o exemplo de Diego. Segundo os moradores, é comum ver adolescentes e jovens consumindo drogas. Quando a polícia os vêem, eles saem, mas logo voltam a fumar próximo a locais públicos. Sueli dos Santos, 40, moradora do bairro há 10, disse que o medo ronda o local, mas que também existem pessoas que se ajudam e mostram que o dinheiro não é o suficiente para proporcionar a paz. “Dinheiro é bom, mas, fico pensando, será que só o dinheiro resolveria nossos problemas? Tem tantos jovens de bairros ricos que estão no mundo das drogas.”


Imagem/Reprodução Rede TV

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