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Edição 337 - Ano 20 - Maringá, PR 
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Como jornalismo, Pinga Fogo é “fogo”
Programa exibido diariamente demonstra total falta de competência, preparo e interesse por uma produção de qualidade

 Imagem/Reprodução de TV
  Benedito Pinga Fogo, apresentador do “Pinga Fogo na TV”
Pedro Henrique Grava
“Pinga Fogo na TV”, um dos “telejornais” com maior audiência em Maringá e região. É transmitido diariamente no início da tarde, pela TV Maringá, afiliada da Rede Bandeirantes. Apresentado por Benedito Cláudio Pinga Fogo de Oliveira, o programa demonstra carência de ética e técnica jornalística, desde o apresentador, repórteres até, principalmente, nas reportagens.

O mínimo que se espera de um bom programa jornalístico é o uso correto da língua portuguesa e a boa informação, o que de fato é muito difícil de encontrar no “Pinga Fogo na TV”. Ao assistir ao “telejornal”, o público se depara com reportagens sensacionalistas e mal feitas, graves erros de português, muita publicidade ao longo da programação e materiais que se dizem “jornalísticos”. Há ainda o famoso boneco Benedito, que entra no ar para contar piadinhas sem graça, gastando boa parte do tempo da programação em entretenimento.

Um programa que se diz jornalístico e que tem uma das maiores audiências de Maringá e região, deve carregar consigo a responsabilidade social de proporcionar uma produção jornalística de qualidade aos seus telespectadores. E como isso pode ser feito? Por meio da contratação de jornalistas profissionais, além de oferecer cursos de capacitação nas demais áreas que envolvem a produção do programa, treinamento para o pessoal que faz o “telejornal”, entre outros.Com tudo isso, mantendo, é claro, essa característica de programa popular, mérito de Pinga Fogo, tem-se uma ótima solução contra o populismo desnecessário.

O papel do jornalismo na sociedade é de difusor da informação. Carrega consigo instrumentos para fornecer conhecimento e possibilidades de reflexão sobre a realidade. Agora, um “telejornal” que gasta a maior parte do tempo com publicidade, entretenimento, apresentadores e repórteres que a cada 10 palavras que pronunciam, sete estão erradas, que busca ganhar público por meio de sensacionalismo, não pode, de jeito nenhum, ser considerado um programa jornalístico. Além disso, os créditos de reportagens serem dados a personagens como "Beija-Flor", "Salsicha" e "Índio Maringá" demonstra certo populismo que passa ao telespectador mais exigente a sensação de que o programa não deve ser levado a sério.

A falta de compromisso com a informação, jornalismo e principalmente com a população marcam o “Pinga Fogo na TV”. Devido ao “comodismo”, conquistado por meio de publicidade fácil, o “telejornal” não mede esforços para continuar dessa maneira. Sustentado por investimentos publicitários, não demonstra interesse nenhum em mudar o modo de “fazer jornalismo”, o que é um erro. Não fosse essa verba publicitária que sustenta o programa, com certeza teria de sobreviver como qualquer outro que busca seriedade com a produção jornalística.

Para as pessoas que fazem o “telejornal”, fica a dica: busquem atrair os telespectadores com uma produção jornalística de qualidade, em vez de utilizar o sensacionalismo. Levem a sério e aproveitem melhor o tempo da programação, sem misturar liquidações de lojas com informações e com piadinhas sem graça. Utilizem o bom português. E, principalmente, levem o papel social do jornalismo a sério e apliquem a técnica e ética. Com certeza a população irá agradecer.

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