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  • Última Edição: #483 | 28/06/2018 - Ano XIX
 
Literatura | Edição #483 - 28/06/2018

Singularidades de uma experiência que chegou ao fim

O JMP é um emaranhado de sonhos, tropeços, mudanças e aprendizado

Láiza Maciel
Estudante de Jornalismo

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(Imagem / Láiza Macie)

(Imagem / Láiza Maciel)

Neste exato momento a minha cabeça está dando um nó, os pensamentos viajam por cada texto postado. É um emaranhado de sonhos, tropeços, mudanças e aprendizado. Entrei com tudo nessa nova fase, não senti medo. Fui vivendo um texto de cada vez, com um desejo incessante da crônica de despedida.

Contar tudo que aprendi é falar do orgulho que sinto de mim mesma. É mostrar que não é fácil, mas também não é um bicho de sete cabeças. É como aquela velha frase que mamãe dizia: “Quem tem boca vai a Roma, minha filha”. Para cada obstáculo vencido vivia um novo sentimento. Ora de alívio. Ora de pertença. Ora de estar cada vez mais perto daquele profissional que parecia tão distante.

No fim, tudo acaba em amor, gratidão e desejo por mais desafios

No começo é tudo muito assustador. É normal sentir que os textos serão um fracasso. Logo no primeiro erro me pergunto: “Será que nasci mesmo para isso?”. Me senti um peixe fora d’água. Tudo piorou quando me mandaram ir para as ruas, atrás de pautas. Perdi as contas de quantos “não” eu recebi. As pessoas não aceitavam responder apenas uma pergunta, quem dirá uma entrevista completa.

Senti que havia feito a escolha errada e senti mais raiva ainda por saber que esse era o meu sonho. Não é possível que seja tão ruim e tão difícil assim. Nesse momento pensei pequeno, não enxerguei os aspectos bons de ser jornalista. Me deixei levar pelo não que é natural da profissão. Depois disso me acalmei, peguei o bloco de anotações e fui para as ruas fazer o que deveria ser feito.

O crescimento não foi só profissional, me tornei uma pessoa melhor. Tive que aprender a ser paciente, ser uma boa ouvinte e uma boa perguntadora quando necessário. O Jornal Matéria Prima deu forma aos meus textos, me fez chorar algumas vezes, mas também me fez sorrir com os aplausos na entrega de textos.

É triste dizer que a passagem pelo JMP chegou ao fim. Saio daqui mais confiante, determinada, atenta aos erros e mais crítica. Já peço desculpas por não ter aproveitado mais, sei que lá na frente vou sentir que deveria ter feito algo melhor.

Obrigada por ter zelado por todos os textos, por ter cuidado desta foca aprendiz e ter sido a melhor escola de um jornal-laboratório vivido. Espero que os novos principiantes a jornalismo também sintam ódio desta plataforma como eu senti. Pois no fim, tudo acabará em amor, gratidão e desejo por mais desafios. Infelizmente o JMP trata-se de idas e vindas. Enfim, chegou a hora de partir.

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