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  • Última Edição: #483 | 28/06/2018 - Ano XIX
 
Crítica de Mídia | Edição #482 - 18/06/2018

Opiniões no JMP cheiram a senso comum

Falta de compreensão do artigo de opinião só dá espaço a ideias vagas

Gabriel Amaral
Estudante de Jornalismo

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Reprodução/Gabriel Amaral

Reprodução/Gabriel Amaral

É normal haver confusões nos textos de opinião. Não é fácil argumentar sobre assuntos contemporâneos com base em autores e pesquisas não tão atualizados. Porém é perceptível em alguns textos do Jornal Matéria Prima que os alunos começam com a própria opinião e, então, tentam justificar com argumentos improvisados.

No texto “Não é uma greve, é um pedido de socorro” da edição 480ª, houve uma introdução excelente com os dados que levaram a greve dos caminhoneiros acontecer. Porém, quando a opinião entra no texto é perceptível a falta de aprofundamento das questões mais importantes sobre a paralisação. É como se da metade do texto para frente outra pessoa estivesse escrevendo.

A greve foi um evento mais complexo do que “o Brasil acordando”. Existem outras pautas menos exploradas, como os grupos que se beneficiaram da greve, não só das medidas estabelecidas a respeito do frete, mas também quem se aproveitou para fazer campanha eleitoral e até pedir a volta da ditadura militar.

O texto cumpre o propósito de opinar sobre a greve, mas cumpre mal. Por exemplo, na parte em que menciona flutuação do preço do barril de petróleo em dólar. Nem sequer menciona como isso está ligado ao governo Temer. Ou até mesmo, qual a culpa do governo Dilma sobre as novas políticas de preços da Petrobras. Isto é, falta aprofundamento dos motivos econômicos que tornaram a greve algo necessário. São citados os impostos abusivos, mas o autor não desenvolve a respeito da desigualdade tributária para micro e médias empresas. Mesmo que prefira tratar apenas dos aspectos sociais, também não é mencionado como a sociedade enxerga a classe de caminhoneiros. Trabalhadores que vivem longe das famílias e têm uma jornada de trabalho muito rígida e remuneração baixa.

Todos esses assuntos são previamente mencionados, mas não passam de argumentos superficiais.

A conclusão no referido texto foi seca e não fecha muito bem com o assunto. É claro que houve uma tentativa de intervenção/ solução, mas não é uma consequência das ideias expostas ali.

O grande problema do texto é reproduzir discursos vazios já ouvidos antes. Falta informação. Provavelmente faz parte da confusão já citada no início a respeito da diferença entre um texto argumentativo e o senso comum, geralmente acompanhando de “na minha opinião…”

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