Literatura | Edição #483 - 28/06/2018

Fechou-se um ciclo; valeu enquanto durou

Escrever para JMP deixou vários toques; de saudades e de boas amizades

Emanoel Almeida
Estudante de Jornalismo

 

No jornalismo, aprender para fazer e fazer para aprender Imagem / Gabriela Medrano [1]

No jornalismo, aprender para fazer e fazer para aprender
Imagem / Gabriela Medrano

É, olha eu aqui outra vez. Agora com uma missão difícil pois, estou sem inspiração. Mas, pera aí, vou pegar o vinil do rei de 1974. Tá velhinho, mas ele vai ajudar. E, ao som dos chiados produzidos pela agulha da vitrola e da música Despedida de Roberto Carlos, … já está chegando a hora de ir, venho aqui me despedir e dizer…

Uma das mais gratas experiências da minha vida foi escrever para o Jornal Matéria Prima. Bom, verdade seja dita, meus primeiros textos foram um desastre. Apesar da minha empolgação, logo percebi que o caminho não seria tão fácil assim. Mas, aos poucos, bem aos poucos mesmo, aula após aula, erro após erro, e, ali e acolá um acerto, fui aprendendo que escrever é uma consequência para quem lê.

O texto para essa disciplina, realmente, precisa ser diferenciado. Ter uma linguagem própria, pautada por princípios e valores que visam levar ao leitor a informação, a mensagem de forma simples, mas sem abrir mão das normas gramaticais e das normas de redação. Sim! Deu trabalho entender, mas, ainda que seja árduo o caminho, é necessário percorrê-lo para aprender e evoluir.

A “brincadeira” é na verdade um aprendizado e uma lembrança para o resto da vida

Ah! Meu caro leitor, escrever para o JMP também tem coisas… Ham! Ham! Pera aê, deixa eu corrigir isso aqui… digo, também tem assuntos pitorescos. Posso citar alguns. Por exemplo, a palavra “coisa”, em jornalismo, não é bem-vinda. “Coisa”, “é * * de cachorro”. Aliás, o canino é cotado no jeito lúdico de ensino jornalístico de nossa querida professora ao parafrasear outros jornalistas para definir notícia: “Se um cachorro morde um homem, não é notícia; mas, se um homem morde um cachorro, aí sim, é notícia. ”

Porém, ainda que pareça uma “brincadeira”, é na verdade um aprendizado e uma lembrança para o resto de nossas vidas. E, graças a nossa mestra, hoje o papel, a tela, ficaram pequenos para externar a alegria, o encantamento, a gratidão, a oportunidade de aprender com quem sabe ensinar.

Eita! Tô vendo que faltam poucas linhas e a norma é clara: 35 linhas é o limite. Mesmo correndo o risco de ser editado, vamos lá. Quero deixar uma frase, inspirada no pai da dialética, Heráclito de Éfeso, que define melhor todo sentimento contido neste texto: Comparo a experiência de escrever para o JMP com a de um homem que mergulhou no rio. Após mergulhar e sair do rio, nem o homem e nem o rio serão os mesmos.

 


Artigo impresso de Jornal Matéria Prima:
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