Literatura | Edição #483 - 28/06/2018

Do olá ao adeus, aprendi com o JMP sempre

Aqui tive o mais importante de todos os ensinamentos: amar o que escrevo

Weverton Klein
Estudante de Jornalismo

Imagem/Arquivo Pessoal [1]

Imagem/Arquivo Pessoal

Meia hora. Centenas de frases escritas e apagadas. E cá ainda estamos, tentando fazer um texto de despedida ao menos decente. Se não conseguir, perdoe-me. Nunca terminei um ou sequer sei como fazer. Apesar das oportunidades surgidas ao longo da vida, nunca fiz. Acreditei sempre que não seria eterno. Via como um até breve. Sempre. Portanto, sem necessidade de dar adeus. Mas, no fim, nada disso acontecia. Não quero, portanto, fazer o mesmo agora. Por isso escrevo.

Escrevo porque creio que as palavras serão meu guia. Porque se um dia a neblina fizer me perder em alguma bifurcação cravada na estrada, lembrarei das palavras que escrevi por aqui e da sensação que senti, durante esses quase dez meses que se passaram. Da tensão ao publicar o primeiro texto e provavelmente deste também. Do medo de falar com algum entrevistado e do alívio quando ouvi cada comentário positivo sobre minhas produções. E então, lembrarei por quais motivos escolhi esse caminho.

Preciso confessar, porém, por mais que provavelmente não seja importante, que foi no Jornal Matéria Prima que fiz minha primeira publicação. Foi em setembro do ano passado, aliás, que alguém além de mim leu meus textos. Antes disso, as palavras que escrevia eram apenas futuros arquivos a serem arrastados para a lixeira. Nada mais do que isso.

Enquanto houver amor naquilo que eu fizer, a vida terá algum sentido

Tal qual alguém que confessa o quão importante lhe foi o primeiro amor, devo fazer a minha em relação ao JMP. Aqui aprendi o mais importante de todos os ensinamentos que a vida toda havia buscado: amar o que escrevo. Pois sei que enquanto houver amor naquilo que eu fizer, a vida terá algum sentido.

Devo a agradecer ao JMP por ter ajudado nesta caminhada, que, aliás, ainda é longa. Por ter me ajudado a encarar os maiores dos monstros que eu tinha: o medo de expor meus pensamentos e sentimentos. Se ele está derrotado para sempre, não sei. Mas sei que sempre serei capaz de vencê-lo.

Por fim, deixo um agradecimento à pessoa mais importante desse processo. À Rosane Verdegay de Barros por todo o ensinamento dado durante esse período de JMP e por tentar fazer de nós mais do que apenas meros profissionais de comunicação, mas jornalistas.


Artigo impresso de Jornal Matéria Prima:
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