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Cultura | Edição #481 - 11/06/2018

Diversidade mais uma vez leva um “olé”

País sede da Copa do Mundo não sabe como funciona a multiplicidade

Aclizio Valério
Estudante de Jornalismo

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(Imagem/Pheeno.com.br)

(Imagem/Pheeno.com.br)

A Copa do Mundo está chegando e o futebol de certa forma anula alguns sentimentos e aflora outros. O senso de empatia e respeito mais uma vez foi deixado de escanteio. Rostov, uma das 11 cidades da Rússia que sediará a Copa do Mundo deste ano, terá 300 cossacos de uma organização paramilitar com o objetivo de “vigiar” atos de carinho entre casais homossexuais. As informações são do jornal The New York Times.

A patrulha se juntará com a polícia local para a aplicação da lei contra a “propaganda” homossexual para menores de idade. Serão coibidas ações simples de afeto, como abraços, beijos e o ato de andar de mãos dadas. O grupo é conhecido pela violência e brutalidade e ainda constrói uma relação fiel com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Ao relacionar a cultura e estrutura do país, juntamente com o evento Copa do Mundo e invasão da vida privada, vê-se que a Rússia é um país que tem uma construção tradicional e rígida. Essa realidade é até um pouco retrógrada, com o atual presidente visto por muitos como autocrata e que rejeita os direitos humanos.

A Copa do Mundo está chegando e o futebol de certa forma anula alguns sentimentos

Ao colocar em evidência um evento como a Copa, que a função é de integrar países completamente diferentes e exaltar o esporte, tem-se uma relação inversamente proporcional ao englobar a problemática de Rostov. Ao se candidatar para um evento mundial, o país corre o risco de construir multiplicidade de indivíduos, e prendê-los dentro de um padrão como em uma boneca russa é além de desumano, imoral.

Fazendo um comparativo com o Brasil, que é visto por muitos como liberal e com multiplicidade de culturas, a morte por homofobia cresceu 30% (uma morte a cada 19 horas) desde 2016, segundo o Grupo Gay da Bahia (GGB). Agora, imagine em um país como a Rússia.

Ao avaliar todo o contexto e visando o melhor convívio em uma época tão esperada por alguns, sendo heterossexuais, homossexuais, bissexuais ou o que quer que seja, a observação é muito mais simples do que se imagina. Se não quer sentir a diversidade e multiplicidade “correr” pelas ruas do país, de forma alguma acolha e se disponibilize a receber um evento mundial.

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