Política | Edição #481 - 11/06/2018

Autoridades retrocedem em resoluções

Poder Judiciário é considerado pela sociedade como retardo de sentença

Mavi Pessoa
Estudante de Jornalismo

Todas as pessoas sabem que álcool e direção é uma trágica combinação, mas nem todas cumprem a lei, que não deve conduzir veículos após ingerir bebidas alcoólicas.

Nos dois primeiros meses deste ano, saiu uma lista dos estados do Sul do Brasil, que mais receberam seguro de danos pessoais causados por veículos automotores (DPVAT), por mortes no trânsito. Um dos estados no topo da lista é o Paraná.

Segundo o Departamento Estadual de Trânsito do Paraná, ano passado, foram flagrados mais de 13 mil motoristas embriagados no estado, média de 35 pessoas por dia.

Em outros países as ocorrências são bem menores comparado ao que acontece no Brasil. Lá fora, as carteiras de habilitação podem ficar suspensas para sempre quando ocorre infração de consumo de bebidas alcoólicas e causando mortes. Além de ser multado e preso.

Neste ano, a lei seca completa dez anos. Coincide com o julgamento do ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho, que causou um acidente de trânsito com duas mortes em 2009, em Curitiba, dirigindo embriagado e em velocidade acima do permitido.

Carli Filho foi a júri popular em fevereiro, condenado com dolo eventual por nove anos e quatro meses de prisão em regime fechado, e aguarda recurso em liberdade

Em outros países as ocorrências são bem menores comparado ao Brasil.

A sinopse da sentença é saber que o Poder Judiciário é lento e na maioria das vezes não há o que nós, cidadãos, possamos fazer. Pessoas que passaram por situações semelhantes estão acostumadas a pensar que todos os acontecimentos jamais serão resolvidos de imediato.

A falta de organização desse poder é extremamente preocupante. Exige avanço dos demais poderes, mas não analisa a própria letargia na condução de crimes como os de morte no trânsito. Em vez de andarem para frente, estão correndo para trás.


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