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  • Última Edição: #483 | 28/06/2018 - Ano XIX
 
Crítica de Mídia | Edição #482 - 18/06/2018

As críticas “fracas” preenchem o JMP

O olhar crítico do jornalista só é despertado quando existe conhecimento

Isabella Higa
Estudante de Jornalismo

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Imagem/ Isabella Higa

Imagem/ Isabella Higa

Algo recorrente na trajetória dos futuros jornalistas comparado aos profissionais, experientes, é o bloqueio criativo. Quantos estudantes demoram horas para pensar em um simples título? Ou dias para escrever um texto que fuja do senso comum? É complicado escolher uma pauta, ainda mais quando não há domínio do assunto. Mas ser criativo não é um dom, e existe, sim, várias formas de desenvolver habilidades para progredir na escrita.

Se o impedimento de escrever um texto criativo é a falta de domínio no assunto, o profissional ou estudante deve pesquisar além de uma simples busca pela internet, conhecer pessoas que estão envolvidas na área, sair, literalmente, para “fora da casinha”. O olhar crítico do jornalista só é despertado quando existe conhecimento.

Ao acessar o site do Jornal Matéria Prima, na edição 481ª, nos deparamos com a crítica do ombudsman ao próprio texto, o que é hilário. O texto alega e critica a falta de criatividade e a repetição de assuntos que são desenvolvidos pelos estudantes de jornalismo do 5º semestre. Mas as críticas refletem diretamente no próprio texto. É uma repetição visível de outros textos que já foram publicados em edições passadas. Nada novo, consequentemente, nenhum olhar crítico.

Quem tem que aguçar esse olhar crítico

somos nós, futuros jornalistas

A falta de criatividade está tão explicita que no meio do texto há uma crítica de mídia que foge totalmente do contexto do gênero.  O texto tenta responsabilizar a falta de ideias dos estudantes no orientador, o que deixa bem claro no seguinte trecho: “Possivelmente, esse limitador criativo, chamado “professor de faculdade”, está justamente nos preparando para continuarmos a sermos “máquinas de notícias”. Sendo que em todo lugar existem normas e regras a serem seguidas e isso não impede o profissional a desenvolver os fatos e buscar boas pautas.

A teoria construcionista explica que a notícia deixa de ser um simples relato e passa ser considerada como construção, pois pode apresentar diferentes enfoques ou versões de um mesmo assunto. Portanto, o veículo de comunicação ou orientador não são responsáveis pela visão de mundo do jornalista. Não é porque está em evidência determinado assunto que o profissional tem que abordar da mesma forma que outros veículos. Mostrar um outro lado da história é convencer o leitor de que o jornalista não é mais uma “máquina de noticiais”.

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