Literatura | Edição #483 - 28/06/2018

Adeus ao JMP e até breve, São Paulo

Obrigada por todo esse tempo aqui, mas agora chegou a hora de partir

Isabella Soares
Estudante de Jornalismo

Joy.me/Arquivo Pessoal [1]

Joy.me/Arquivo Pessoal

Decidi estudar jornalismo aos 5 anos, quando eu trocava qualquer desenho por jornal, qualquer brincadeira na rua para brincar de programa de televisão e entrevistar as paredes. Óbvio que aos 5 anos eu não tinha noção de muita coisa e tudo isso não passava de brincadeira de criança. Aos 9 anos decidi que queria estar no meio do futebol. Como? Eu ainda não sabia. Aos 13 descobri o jornalismo como profissão e, mais que isso, descobri o jornalismo esportivo como minha maior paixão.

Entre tropeços, obstáculos, mudanças e o desejo de abraçar o mundo ardendo no peito, aos 18 anos, finalmente, entrei na faculdade e comecei a estudar jornalismo.

Preciso confessar que foi pânico à primeira vista ter de entregar pautas toda semana. Tudo piorou no semestre seguinte, quando a entrega passou a ser de textos prontos para o Jornal Matéria Prima. Mas quando os elogios e a evolução foram chegando, a confiança aumentou e todo pânico se transformou em orgulho.

Em meio ao desespero das entregas semanais, das postagens aos domingos, dos títulos com toques errados, dos textos que continuavam a vir com falhas e com todos os nossos constantes erros, nós tínhamos a professora Rosane por trás que, com toda paciência do mundo, continuava a corrigir cada um deles, nos dando todo suporte para termos confiança de continuarmos a escrever e, assim, surgiu um amor. Amor por cada texto escrito, por cada acerto, por cada publicação e por cada puxão de orelha da Rosane.

É hora de ir, ficar próxima do grande amor da minha vida, o futebol

Aumentou o amor pela profissão escolhida e em todas as aulas eu lembrava do motivo pelo qual eu escolhi o jornalismo. Porque eu quero ser como ela é. Profissional impecável, generosa ao máximo e inspiração para quem está começando.

A minha despedida não é só do JMP, é também de Maringá e dos colegas que fiz nesses um ano e meio. Estou partindo em busca dos sonhos daquela menina de 5 anos. Sonhos altos e que têm uma grande chance de dar errado. Mas estou indo amparada com todas as lições e a confiança que a professora Rosane me transmitiu.

Obrigada aos colegas pela parceria e paciência. Obrigada ao JMP pelo medo, pelo aprendizado e pelo desafio. Obrigada à Rosane por absolutamente tudo. É hora de ir, ficar próxima do grande amor da minha vida, o futebol. E de construir nele o meu futuro.


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