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  • Última Edição: #483 | 28/06/2018 - Ano XIX
 
Crítica de Mídia | Edição #482 - 18/06/2018

A informação equilibrada pelo mercado

O trabalho da imprensa está entrelaçado aos valores do capitalismo

Eduardo Domingos
Estudante de Jornalismo

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Ao sintonizar canais de televisão de Maringá em busca de notícias que afetam o cotidiano local, o telespectador se depara com alguns programas jornalísticos, sobretudo no horário do almoço, que abusam do testemunhal publicitário, ou seja, o próprio apresentador faz o anúncio de determinado produto ao vivo no jornal. Isso, além dos espaços reservados durante os intervalos comerciais.

Tal situação incomoda quem assiste, atrapalha o andamento da programação e passa a impressão de que o principal produto do programa, a notícia, é apenas um fôlego a cada novo anúncio que está por vir.

O cenário piora quando as empresas que compram os valiosos segundos do jornalismo, não entregam ou prestam o serviço com a mesma qualidade que vendem. O programa policial Cidade Alerta, veiculado pela RICTV Maringá, tem entre os diversos patrocinadores, o Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC), empresa que detém o monopólio do serviço na cidade e que é alvo constante de reclamações por parte dos usuários. Isso seria uma das questões que poderiam impedir o mesmo veículo a cobrir denúncias que porventura envolvam a empresa.

É direito fundamental do cidadão ser informado e de ter o acesso à informação

O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, no artigo 1º, nos diz que é direito fundamental do cidadão ser informado e de ter o acesso à informação, mas como o mesmo cidadão pode ter o acesso à informação da imprensa que tem viés econômico diretamente ligado aos grandes empresários com valores divergentes à classe trabalhadora? Pergunta difícil de ser respondida, mas que necessita ser debatida.

É importante ressaltar que a forma de fazer jornalismo, ao qual não só a mídia maringaense está acostumada, deve ser reavaliada, levando em consideração que o público tem o interesse na notícia, principalmente de qualidade. É claro que a empresa de comunicação necessita de anúncios para continuar no mercado, porém a publicidade não deve extrapolar o aceitável a ponto de tornar a informação mero instrumento da ganância, ou pior, deixar a notícia refém de interesses de determinados grupos, razão que pode fazer do jornalismo, mero produto mercadológico.

A liberdade do jornal depende do equilíbrio com a publicidade / Imagem: Pixabay

A liberdade do jornal depende do equilíbrio com a publicidade / Imagem: Pixabay

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