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Crítica de Mídia | Edição #477 - 07/05/2018

O jornalismo online ainda usa fraldas

A profissão enfrenta dificuldades na transição para a internet

Matheus Alves
Estudante de Jornalismo

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Imagem retirada do Banco de Imagens Pexels

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As discussões teóricas de como o jornalismo deveria fazer a transição para internet ou em alguns casos se deveria, são longas e problemáticas. Teóricos e empresários discutem qual a viabilidade e o modelo correto de introduzir o jornalismo nas novas mídias. Um claramente pensando na forma lucrativa e outro na melhor forma de se produzir o jornalismo.

Discussões que dividem o jornalismo atual entre positivistas e negativistas, conservadores e inovadores. Um dos grandes pontos discutidos por acadêmicos, é o quesito técnico de como o jornalismo deve ser introduzido na internet, qual forma de bolo deveria ser utilizada. Na prática diária do jornalismo online, encontra-se um verdadeiro sistema de reciclagem do que existe na TV, Rádio e Redações dos dias de hoje. Enquanto dentro do ramo teórico parece haver uma concordância de que o online deveria ter os próprios moldes.

Alguns jornais começam a articular mudanças por meio dessas ferramentas

Um dos motivos seria a inúmera quantidade de ferramentas disponíveis dentro da internet, assim como as novas necessidades do público. Alguns jornais começam a articular mudanças por meio dessas ferramentas. Um bom exemplo é a reportagem do Estadão do jornalista Rafael Moraes, cujo o título é; “Raquel denuncia Lula, Gleisi e Palocci por US$ 40 mi da Odebrecht”.

Ao analisar a reportagem podemos ver que o jornalista dispõe links em meio ao conteúdo no intuito de levar ao leitor a informação completa e não entregar apenas o fato atual. O repórter disponibiliza ainda, no decorrer da notícia, um arquivo em PDF com o documento protocolado da denúncia da Procuradoria Geral da República.

Para aqueles que vivem com a internet, esses dois itens parecem simples, contudo, são informações que não teriam espaço na  mídia impressa, muito menos na TV e no rádio. Ainda assim a reportagem de Moraes dá passos de bebê dentro das imensas possibilidades que a internet disponibiliza e ainda apresenta características do jornalismo de Redação que não comportam as necessidades do público atualmente.

O internauta requer da mídia, como um todo, interatividade, multimidialidade, conexões e uma pequena parcela de participação dentro da mídia. Pensando nesses requisitos a reportagem falha em fazer com que o público interaja com o jornal e participe dele. A falta de multimidialidade fica clara quando vemos uma foto retirada de um scanner e somente um extensivo texto, sem vídeos ou áudios. Enfatiza-se que apesar da reportagem do Estadão ter sido escolhida como exemplo, a crítica deve ser acolhida por  todos integrantes do atual jornalismo, sejam teórico ou praticantes.

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