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Economia | Edição #480 - 28/05/2018

Não é uma greve, é um pedido de socorro

Às vezes é necessário paralisar para que o Brasil volte a caminhar

Andressa Jhozzenvick
Estudante de Jornalismo

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(imagem: Andressa Jhozzenvick) Buzinaço dos caminhoneiros na Av. Brasil em Maringá em prol da greve

(imagem: Andressa Jhozzenvick) Buzinaço dos caminhoneiros na Av. Brasil em Maringá em prol da greve

No dia 21 de maio foi dado início a uma greve que envolve toda a classe de motoristas, principalmente a dos caminhoneiros brasileiros. A greve começou depois de 11 reajustes no preço dos combustíveis em 17 dias, que vem afetando não só os empresários, mas também os motoristas. A greve praticamente parou o Brasil. Ao todo, 24 estados aderiram a ação e paralisaram qualquer tipo de distribuição, desde mercadorias, combustíveis e até mesmo transportes coletivos como ônibus urbano e escolar.

Em meio aos protestos, a Petrobras anunciou que elevaria o preço dos combustíveis, segundo informações no site da empresa. A gasolina subiria 0,9% e o diesel 0,97%. Já na última terça-feira (22) a petroleira anunciou que reduziria o preço da gasolina em 2,08% e os diesel em 1,54% na refinarias. E no domingo, o governo fechou novo acordo com a categoria, prometendo redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel, reajustes mensais e não mais diários e congelamento de preços por 60 dias. Tudo indica que a greve está para terminar dentro de algumas horas.

De acordo com relatórios mensais do MME (Ministério de Minas e Energia) em questão do mercado de combustíveis, a gasolina subiu R$ 0,71 nas bombas entre junho de 2017 e janeiro deste ano. Os 11 reajustes em 17 dias foram um dos motivos de revolta dos motoristas, pois as mudanças atrapalham na fixação de valores que devem ser repassados ao clientes.

Por mais difíceis que sejam as consequências, certas ações são necessárias

Caminhões parados, postos de combustíveis lotados, prateleiras de supermercado vazias, aeroportos com voos cancelados por falta de combustível, ônibus de transporte suspendendo as atividades, universitários sem condução para irem à faculdade, abastecimentos comprometidos, frigoríficos paralisando os abates, isso e muito mais são as consequências de toda essa paralisação, que teve como objetivo forçar a redução do valor dos combustíveis.

O Brasil acordou e acordou mais forte. Por mais difíceis que sejam as consequências da paralisação, certas ações são necessárias para restabelecer a democracia e a integridade de um país. São empresários tentando fazer as empresas crescerem, são pais de família tentando garantir o pão de cada dia; são pessoas querendo que o Brasil cresça para gerar mais empregos. É um país em que se espera que todos lutem juntos em prol da honestidade e da justiça.

Nós, brasileiros, precisamos de atenção. O petróleo brasileiro é vendido á preços menores em países vizinhos, mas a gasolina que importamos é comprada em dólar.

O caminho para a resolução desse problema é a redução de impostos sobre os preços dos combustíveis e também a diminuição dos custos de distribuição e revenda para as refinarias.

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