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  • Última Edição: #483 | 28/06/2018 - Ano XIX
 
Cidade | Edição #479 - 21/05/2018

Após a catástrofe surge a consciência

Pessoas permaneciam invisíveis à sociedade até serem soterradas

Luiz Gustavo Santoro
Estudante de Jornalismo

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O maior destaque do noticiário nas últimas semanas no país foi o desabamento, no centro de São Paulo, do edifício Wilton Paes de Almeida, de 24 andares, ocupado pelo Movimento Social de Luta por Moradia (MSLM). O prédio, situado no Largo do Paiçandu, abrigava 140 famílias. O incêndio, seguido pelo desabamento do edifício, aconteceu madrugada do dia 1º de maio. O prédio era considerado patrimônio histórico e já havia sido classificado em fiscalizações anteriores como área de situação de risco.

Os bombeiros encerraram na manhã do dia 13 de maio as buscas por vítimas, após 13 dias de trabalho. As informações até o momento são de que, oficialmente, sete pessoas morreram no desabamento. Outros dois estão desaparecidos. Os bombeiros não descartam que os desaparecidos estavam no prédio no momento da tragédia.

A Constituição afirma, em seu artigo 6º, que a moradia é um “direito social”

Segundo o professor Paulo Helene, especialista em patologia das construções, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), um prédio não costuma cair por causa de um incêndio. Os especialistas ainda tentam entender como o edifício desabou em pouco tempo. Um dos motivos que pode ter ajudado a ocasionar esse desabamento era o acúmulo de lixo e materiais inflamáveis.

O desabamento do prédio não só abriu discussões sobre o incêndio e falta de estrutura, mas também abriu espaço para o debate sobre habitação social, opiniões sobre direito à moradia.

Depois da tragédia, as críticas apareceram sobre as pessoas serem deslocadas de um lado para o outro por falta de moradia. O portal UOL publicou domingo(13) que o MLSM  coordenava a ocupação, irregular  e que o movimento cobrava aluguel de cerca de R$ 400 mensais das famílias que ali viviam.

Segundo dados do IBGE, mais de seis milhões de famílias precisam de moradia, e sete milhões de imóveis estão vazios em todo o país.

A Constituição afirma, em seu artigo 6º, que a moradia é um “direito social” . Todos os brasileiros têm direito a um teto. Depois dessa tragédia a questão agora é o que fazer com as pessoas que estão sem moradia. Quem cuida desses moradores tem o dever de se mobilizar para dar amparo a eles. E às autoridades, cabe não deixar que tragédias como essa se repitam.

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