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  • Última Edição: #483 | 28/06/2018 - Ano XIX
 
Literatura | Edição #476 - 30/04/2018

Ser ou ter: Eis o dilema da sociedade

Desde as primeiras civilizações até fim dos tempos haverá duvidas

Mariana Belleze
Estudante de Jornalismo

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Está aí a questão que todos acreditam saber a resposta. No século em que vivemos, as redes sociais fizeram com que o SER e o TER tomassem rumo e ficassem mais próximos. Hoje as pessoas querem SER e TER a vida de seus digital influencers. No entanto, o SER é uma peça única do quebra cabeça. É a peça que não se copia, o mínimo que pode acontecer é ficar um pouco parecida. Já a peça TER, é aquela peça de roupa que encontramos nas lojas de departamentos (que tanto amamos). É a peça que a Youtuber tem, então eu quero também.

Shakespeare já questionava essa dúvida em sua famosa frase: “ Ser ou não ser, eis a questão”, dita por seu personagem Hamlet muitos séculos atrás. Dúvida desde a época que se iniciou com comércio no mundo e que se avolumou com o capitalismo e a globalização. O SER é uma questão de integridade, não só com as pessoas de nossa convivência, mas também, com nós mesmos.

Muitas vezes nos identificamos com pessoas que estão em nossas telas de celular. Pessoas que expõem as próprias vidas sofisticadas de forma simples. Vidas baseadas em propagandas, eventos, festas, viagens, e tudo que o dinheiro pode dar. São vidas baseadas no TER e mostrar. Mostrar para sociedade o status, e SER aceito pelo seu círculo de convivência.

(…) a peça TER, é aquela peça de roupa que encontramos nas lojas de departamento

A felicidade é um dilema. Um dilema se há ou não relação ao dinheiro. O que se sabe é que a felicidade está atrelada ao verbo SER, em qualquer situação do substantivo. No entanto, a felicidade é relativa, ao ponto de uma roupa tornar uma pessoa feliz. Será que essa felicidade é realmente verdadeira?

Essa sensação que o TER nos traz a partir da aquisição de um bem material e aceitação no grupo social, é uma fuga que utilizamos para fugir daqueles momentos ruins de nossas vidas, que não nos consideramos fortes o suficiente para combatermos com a nossa própria força e ser sustentados pelos momentos de felicidade íntegra que a vida nos proporcionou.

Talvez a resposta seja simples, porém pouco praticada. Como já dizia José Saramago: “Se a preocupação está em ter, ter, ter, uma pessoa cada vez se preocupará menos em ser, ser e ser.”

O SER é uma peça única do quebra cabeça. Parecida, não igual

O SER é uma peça única do quebra cabeça. Parecida, não igual

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