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Literatura | Edição #476 - 30/04/2018

Fim de um amor narrado em algumas linhas

Nossa história acabou e o que for que a vida tenha para nós, que venha

Isabella Soares
Estudante de Jornalismo

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imagem/unsplash

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Quando a nossa história acabou eu precisei encontrar motivos para seguir, qualquer coisa que me trouxesse um pouco de brilho nos olhos e alguma motivação para continuar. Como sempre faço, agarrei-me ao meu time e, dessa vez, aos meus amigos. Não sofri sozinha. Não chorei sozinha.

Eu via você saindo e bebendo com seus amigos, todo feliz com a sua nova fase. Mesmo doendo, eu admirava. Eu queria ser autossuficiente como você é. Perdi as contas de quantas vezes fui ao banheiro do bar chorar porque a música que estava tocando falava da gente, falava do quanto você foi aquele cara das músicas do Jorge e Matheus.

Logo eu, tão acostumada a ser mimada por todos e a ter o que eu queria quando eu queria, não tinha mais você. E quanto mais eu batia o pé, mais a vida vinha me mostrar que nada seria do meu jeito. Decidi desistir. Não de você, nem da nossa história, mas de bater o pé. Desisti de ser mimada. Desisti de querer que tudo fosse do meu jeito. Aceitei porque dizem que ia doer menos e começou a doer menos.

Eu me escondia atrás de você. Deixava sempre a sua estrela brilhar e apagava a minha. Abri mão de muita coisa que eu não deveria abrir. Essa é a parte mais difícil do término: ressurgir. E eu ressurgi. Assim como meu Palmeiras ressurgiu em 2015. Ressurgi. Renovada, mas com a mesma essência de antes. Eu tive meu período de desespero e de tristeza, assim como foi em 2014 para o meu time. Achei que ia morrer, assim como achamos que o Verde ia cair e não aconteceu. Não morri. Não caiu. Ressurgi.

Ainda não estou 100% e não vai ser fácil estar, mas eu não tenho dúvidas que logo estarei, assim como não duvidei que o título brasileiro vinha depois de 22 anos de seca para o Palmeiras, em 2016.

você sempre soube que me dividia com o outro amor da minha vida.

Assim como eu entendi e aceitei que a vida muda nossos caminhos e não nos pergunta se é isso que queremos, espero que você aprenda também. E, só uma dica: aceita, porque dói menos.

E, por incrível que pareça, agora é a sua vez de bater o pé e de questionar a vida por eu estar conseguindo caminhar sem você.

PS: me perdoe as comparações da nossa história com a minha história com o Palmeiras, mas você sempre soube que me dividia com o outro amor da minha vida.

 

 

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