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Política | Edição #475 - 23/04/2018

Eleições 2018: Representatividade mínima

No Brasil, as mulheres continuam sendo minoria nos setores políticos

Gabriela Medrano
Estudante de Jornalismo

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De acordo com estatísticas apresentadas pelo IBGE em 2015, no Brasil há 6,3 milhões de mulheres a mais do que homens. No entanto, é gritante a desigualdade ao deparar-se com apenas uma mísera porcentagem dessa cifra ocupando as cadeiras parlamentares.

No mês de janeiro, o portal de notícias G1 publicou uma reportagem sobre os pré-candidatos à presidência deste ano. Dos 19 pré-candidatos, apenas três são mulheres – uma visível predominância masculina.

A aversão a mulheres já foi perceptível em outras ocasiões. Em 2016, o mundo testemunhou um fato que gerou uma das maiores polêmicas envolvendo a política brasileira: o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). De acordo com o processo, o motivo para o afastamento seriam as famigeradas pedaladas fiscais. No entanto, esse procedimento até então não era considerado crime – coincidentemente, as pedaladas fiscais foram aprovadas pelo Senado dois dias após o afastamento de Dilma.

Em vários aspectos, ainda somos marcados pela herança patriarcal

Menos de um ano depois, o Ministério Público ofereceu denúncia contra o presidente Michel Temer (MDB) por corrupção passiva, mas nada aconteceu. Mesmo diante de um “tem que manter isso aí, viu”, foi feita vista grossa.

Em vários aspectos, ainda somos marcados pela herança patriarcal. O homem segue sendo visto como o “provedor” e a mulher como a “cuidadora”. Mesmo diante de avanços em alguns setores, ainda pressupõem-se que o lugar da mulher é em casa.

Numa sociedade marcada por uma porcentagem feminina consideravelmente maior, é de suma importância que as mulheres se vejam representadas.

Ano passado, 17 deputados e apenas uma deputada formaram uma comissão que acabou aprovando a proibição do aborto mesmo em caso de estupro. Por mais que não tenha sido aprovada a lei, a maioria daqueles que participaram na votação jamais carregará no ventre o fruto de um estupro. Diferente seria se mulheres tratassem de assuntos sentidos na própria pele de mulheres.

Em maio deste ano, serão celebrados 85 anos da primeira eleição em que a mulher brasileira pode votar. O próximo passo, ainda tardio, é a visibilidade das mulheres atuando na política. Quem dera isso não parecesse tão distante.

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