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Cultura | Edição #473 - 09/04/2018

“Descobri que não sabia de nada”

Mauricio Mendes, o garoto que decidiu se dedicar à música

Matheus Alves
Estudante de Jornalismo

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(Mauricio tocando na banda Coyote Verde em Joinville-SC)

(Mauricio tocando na banda Coyote Verde em Joinville-SC)

Mauricio Mendes Pereira (Bota), 29, de Maringá, nasceu em Paranavaí (70Km)  em 1988. Musicista, toca em velório a casamento. Atualmente participa de três bandas maringaense e integra um projeto eletrônico chamado VGTronic com um amigo membro também das três  bandas. Bota ainda estuda Música na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e atua como freelancer.

Recentemente a Coyote Verde, uma das bandas da qual participa na função de baixista e tecladista, fechou contrato com uma grande gravadora, dando início a o projeto de gravação de um EP.

Filho de pai paulista e músico, e a mãe paranaense dona de casa, Mauricio foi criado em várias cidades do Brasil passando pelos Estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. As mudanças ocorriam por causa do trabalho do pai que dava aulas e tocava em bandas.

Bota começou a tocar em clubes logo cedo, contrariando os desejos do pai que não queria ver o filho na vida difícil de músico. Contudo, aos 13 anos ele montou uma banda, saiu de casa e foi morar sozinho em Marialva.

Você  saiu de casa aos 13 anos de idade para tocar em uma banda. Qual foi a reação dos seus pais  quando você falou, que não iria viver mais com eles?

Meu pai reagiu normalmente, as palavras dele foram: “Não me peça dinheiro e não seja preso”. Já a minha mãe não morava mais junto com a gente, pois eles se separaram naquele mesmo ano e havia mudado de cidade. Eu também não queria muito a opinião dela naquele momento.

Você trabalha com música há 16 anos, passando por diversas experiências e acumulando bagagem. Analisando todos esses momentos, você consegue citar quais foram os piores e os melhores dentro da sua carreira?

O pior momento da minha vida foi quando meu pai morreu, em 2015, pois em vida ele não queria que eu tocasse e, portanto, eu tinha comigo que tinha de ser o melhor e fazer o melhor para provar para ele que eu estava fazendo o certo. Eu achava que sabia da vida, por ter morado a muito tempo sozinho e descobri que não sabia de nada. Bons momentos eu tive vários não conseguiria citar somente um.

Hoje você está produzindo um projeto chamado VGTronic, enquanto toca em três bandas. Quais são os conceitos desse projeto e o que te dá fôlego dentro da música para continuar se aprimorando?

O VG é uma realização pessoal, pois eu acredito que o futuro da música seja a fusão do orgânico com o eletrônico. Som orgânico é  aquele que é feito a partir de instrumentos sem digitalização, provindo de vibrações naturais. O ser humano é complicado, ele não necessita da música, mas ao mesmo tempo não consegue viver sem ela. Eu acredito que tenho muito a dizer para o mundo, mas não sei me expressar direito com palavras, então me expresso com a música.

Eu acredito que o futuro da música seja a fusão do orgânico com o eletrônico

Apesar de tanto tempo na estrada, você  decidiu fazer faculdade de música em 2017, aos 28 anos. O que a faculdade te ensina que em seus tantos anos de carreira você não pode aprender?.

Nada. A faculdade é de música erudita ou contemporânea. O meu estilo não é esse, lá existem várias regras que eu não sigo e não preciso seguir, saber ler e tocar uma partitura. Você não usa isso em bandas.

Uma das bandas em que você toca, a Coyote Verde, acaba de assinar um contrato importante com uma gravadora. Quais são os projetos e que tipo de mudança isso pode trazer para você?

O lance da gravadora é  ampliar o alcance das nossas músicas, levar o nosso som a outros ouvidos. Esse contrato significa uma valorização do nosso trabalho e uma profissionalização, pois se você não tem uma gravadora dificilmente você vai ter um reconhecimento, agregar valor ao seu show e sua música, possibilitando a banda se desenvolver. Significa que a gente vai poder focar na música, enquanto a gravadora cuida dos outros detalhes.

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