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Política | Edição #476 - 30/04/2018

Conhecer história ajuda a acertar no voto

Discurso que parece diferente dos demais não é novidade em eleição

Gabriel Amaral
Estudante de Jornalismo

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Deputado Jair Bolsonaro durante entrevista coletiva após almoço com a Frente Parlamentar da Agricultura. Imagem/  Sérgio Lima

Deputado Jair Bolsonaro durante entrevista coletiva após almoço com a Frente Parlamentar da Agricultura.
Imagem/ Sérgio Lima

Entre os pré-candidatos à eleição presidencial de 2018 está o militar Jair
Messias Bolsonaro, um símbolo da nova política brasileira que, em vez de fugir de
grandes polêmicas, faz das discussões espaço para se promover e aumentar a
ressonância das próprias ideias. Muito semelhante a Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, Bolsonaro conquistou muitos eleitores extremamente irritados com o cenário político atual. Em discursos, ele aborda assuntos como legalização da
pena de morte, porte de armas e o fim da educação sexual para crianças.

Bolsonaro constrói um espantalho e diz “a culpa é dele, me sigam e eu irei salvar o Brasil”

Segundo “Mito ou Verdade”, Bolsonaro pode ser a solução para o Brasil que
todos sonham. Pelo menos é o que acredita o filho dele, Flávio Bolsonaro, autor
do livro. Acontece que além de ser extremamente preconceituoso, como aponta a
procuradora-geral da República, Raquel Dodge, Bolsonaro tem uma visão política
muito distorcida da história.

Todos os discursos dele sobre militarismo e de como o PT e a esquerda subverteram a moral dos valores tradicionais, é novo. Esse discurso sempre ganha força em países com a economia desequilibrada. Foi assim que a ditadura militar ganhou espaço para se
estabelecer em 1964 no Brasil. Ainda existem pessoas menos instruídas que defendem a ditadura como um período de poucos crimes e corrupção. Como se fosse possível discutir tais assuntos em público durante a ditadura. Não existia nem liberdade de imprensa, como poderiam fazer coberturas e noticiar casos de corrupção?

Até mesmo os hediondos casos de tortura de artistas e militantes só foram investigados depois da abertura política.

Discursos como o do pré-candidato Bolsonaro são atestados de ignorância
histórica. O pré-candidato recolhe seguidores da indignação abstrata da política. Se
enfurecem, mas não sabem por que. Bolsonaro constrói um espantalho e diz “a
culpa é dele, me sigam e eu irei salvar o Brasil”.

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