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Crítica de Mídia | Edição #473 - 09/04/2018

Como a mídia classifica o abuso feminino

A imprensa vê como crimes passionais abusos sofridos por mulheres

Bruna Araujo
Estudante de Jornalismo

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Ilustração Mário HenriquesAs mulheres vêm buscando por direitos e visibilidade a muitos anos e à mídia, com todo o poder que tem ainda não valoriza essa luta e não apresenta situações de abuso da forma como deveria. Temos como exemplo o caso que aconteceu em outubro de 2008 da jovem Eloá, de 15 anos, que foi mantida em cativeiro com a amiga pelo ex-namorado durante cinco dias e repercutiu por todo o Brasil. Enquanto todo o show de horror acontecia, a mídia tratava o ex-namorado, Lindemberg Fernandes, apenas como um homem apaixonado e inconformado com o término da relação.

Durante os cinco dias de horror, a mídia apenas conversava com o rapaz, perguntava e queria entender o que se passava com ele, mas a questão não é essa e sim a Eloá e a amiga que ficaram presas e sofreram torturas. O ponto eram elas, que deveriam ter toda a atenção da mídia.

 A cada 11 minutos uma mulher é abusada no Brasil

Diariamente, segundo pesquisa realizada pela Revista Época, a cada 11 minutos uma mulher é abusada no Brasil e isso não é comentado com a frequência que deveria, não é publicado ou apresentado em jornais. Só vemos situações de abusos que estão nas mídias geralmente quando são casos que ocorrem com pessoas famosas ou casos que têm grande repercursão, como o caso da menina que sofreu um estupro coletivo no Rio de Janeiro, em 2016. Ainda sim nas reportagens sobre o estupro eram questionados o fato de ela estar bêbada, a roupa que estava usando e até insinuações de sexo consentido.

Falta na mídia um pouco mais de espaço e atenção para as mulheres, para mostrar como os abusos acontecem, mostrar que não é culpa da vítima e mostrar o fato real, o que aconteceu e não apenas explanar que o homem fez algo, mas nada tão impactante ou fora do normal.

Outro caso que prova como a mídia não traz atenção para casos de abuso é a reportagem que o Jornal Nexo publicou no dia 3 de abril sobre à atriz Alice Wegmann, da Rede Globo, sofreu. O ponto X da questão é que esse abuso aconteceu há dois anos com Alice, mas só foi publicado e comentando depois que ela se tornou famosa nas televisões.

Os abusos vistos sob a ótica machista e a mídia, infelizmente, ainda age de forma é diferente disso. Ainda segue ignorando essas situações, e nutrindo um desrespeito contra as mulheres.

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