Cesumar - Centro Universitário de Maringá

Jornal Matéria Prima

 
  • Última Edição: #483 | 28/06/2018 - Ano XIX
 
Cidade | Edição #474 - 16/04/2018

“As pessoas não me interpretam apenas nas redes sociais”

Natani Lavagnolli fala sobre os poderes e os limites que a mídia oferece

Isabella Higa
Estudante de Jornalismo

Comentários
 
Natani Lavagnolli

Natani Lavagnolli

A internet abriu um espaço amplo para desenvolver experiências e habilidades inovadoras. Uma dessas atividades é se tornar um influenciador digital. O termo influenciador digital refere-se às pessoas que produzem conteúdos e os vinculam em plataformas midiáticas. Segundo pesquisas recentes da Rede Snack, uma rede brasileira de canais do Youtube, há hoje cerca de seis milhões de influenciadores digitais no mundo.

Os meios digitais provocam uma incrível revolução na sociedade, mas podem ser tendenciosos quando são utilizados por usuários com viés faccioso.  Muitas pessoas que trabalham com redes sociais, principalmente as mulheres, percebem como a mídia pode revelar comentários machistas. Uma dessas mulheres é Natani Nayara Tonietti Lavagnolli, 27 anos, formada em administração, mas atua na área da moda como modelo e é influenciadora digital há três anos.

As mulheres sofrem muita discriminação,

com comentários machistas e sexistas”

 Conquistar um público para vincular conteúdos não é uma tarefa simples, é uma atividade que deve ser gerenciada. Você observa ou tem consciência de que um singelo gesto ou palavra pode ser interpretado de uma forma equivocada?
Quando comecei a trabalhar nas redes sociais eu morria de medo dessa “reprova”. Foi difícil passar por cima de tantas críticas. As pessoas julgam por inofensivos gestos e palavras, claro que durante o meu desenvolvimento aprendi a impor limites, não apenas nas palavras, e sim em não confundir meu trabalho com a minha vida pessoal. A internet é um caminho que as pessoas exploram todo seu “eu”. Foi nesse pensamento que eu percebi que as pessoas não me interpretam apenas nas redes sociais, mas também fora do mundo digital.  O lado pessoal é o que as pessoas mais querem ver, é o que convence, é o lado que mostra quem realmente é “aquela pessoa do Instagram”.

 

Você é modelo e expõe seu trabalho nas redes sociais. Você já teve receio de alguém reprovar ou criticar suas fotos e vídeos?

Eu trabalho com a minha imagem, por isso eu tomo muito cuidado. Eu sou modelo e a superexposição é visível nos meus perfis nas redes sociais. Por mais que faça parte do meu trabalho e eu não deveria ter receio, mas antes de postar qualquer conteúdo eu sempre entro em contato com minhas assessoras e às vezes até familiares mais próximos para colher o máximo de informações sincera possível.

A partir da década de 70 a mulher vem conquistando cada vez mais espaço na sociedade. Você acredita que a evolução da mulher no mercado de trabalho ( principalmente na área midiática) teve desenvolvimento nos últimos anos?

Acredito, é nítido, ainda bem que houve essa evolução.  A nova geração só vem afirmando essa evolução. Nós mulheres sofremos muita discriminação, principalmente na aérea midiática, com comentários machistas e sexistas. Mas mesmo assim a gente luta por aquilo que acreditamos e sabemos onde queremos chegar. Não é uma luta em vão.

No mundo digital tudo se tornou anonimato, por exemplo, hoje existe um programa na rede que se chama Tor (The Onion Router) que usuários protegem sua identidade enquanto estão conectados. Por isso, todo mundo fala o que quer. Você já foi alvo de comentários desagradáveis em anonimatos?

Com toda certeza sim, a maioria das mulheres, principalmente as que são modelos e expõem o corpo já passaram por momentos desagradáveis. Já tive muitos casos de usuários na internet que “roubaram” as fotos do meu perfil e criaram perfis falsos e se passaram por outra Natani. As pessoas pensam que a internet é exclusivamente delas e se agirem no anonimato podem fazer o que quiserem.

A internet dá sensação de tornar as pessoas mais próximas. Você acredita que isso ajuda a ter um público fiel?

Acredito. Quando eu faço um vídeo ao vivo no Instagram as pessoas interagem muito com o que eu falo. Isso contribui diretamente para o meu avanço.

Discussão e comentários »

Não há comentários | Deixe seu comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

* Copie a Senha gerada. *

* Digite ou cole senha aqui. *

32.234 Spam Comments Blocked so far by Spam Free Wordpress

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

sobre o autor

"Saio em busca de um grande talvez" (John Green)

ver mais posts do autor »

 

Notícias

 

Calendário

abril 2018
S T Q Q S S D
« dez   mai »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

galeria de fotos

Cazuza Chico Buarque George Carlin

enquete

Você gostou das edições do JMP deste primeiro semestre?

Ver Resultados

Loading ... Loading ...
 

Jornal Matéria Prima é produzido por alunos do curso de Jornalismo do Centro Universitário Cesumar - UniCesumar - na disciplina Técnica de Reportagem.

 

Publicado com WordPress / Laboratório de Notícias

Proibida a reprodução sem autorização do autor ou da Unicesumar

©2011-2018 Jornal Matéria Prima. Todos os Direitos Reservados.