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  • Última Edição: #483 | 28/06/2018 - Ano XIX
 
Cidade | Edição #474 - 16/04/2018

“Acredito que a internet tem um poder imenso na moda”

Empresaria Vivian de Brito Carneiro fala sobre moda e internet

Isabelli Raiacovitch
Estudante de Jornalismo

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(Empresária com camiseta da Coleção) Imagem/Acervo pessoal

(Empresária com camiseta da Coleção) Imagem/Acervo pessoal

Um estudo encomendado pela Google junto à empresa Forrester Research indicou que as vendas pela internet no Brasil vão dobrar até 2021. Segundo o analista de indústria Google, Victor Brotto, conforme o consumidor brasileiro se torna mais habituado com a internet, maior é o crescimento de vendas, em categorias como moda, artigos esportivos e comida.

Com o crescimento desse mercado é comum conhecer pessoas que sonham abrir o próprio negócio. No entanto, para um pequeno empreendedor as dificuldades são grandes e poucos realmente se arriscam. Quem escolhe por se tornar um empresário, precisa conhecer sobre marketing digital e produzir conteúdo online de qualidade, só assim pode transformar uma pequena marca em um grande negócio.

A empresária Vivian de Brito Carneiro,21, e dona da marca Sanka conversou com a equipe do Jornal Matéria Prima, contando como mudou completamente de carreira, entrando no mundo da moda e inovando no mercado aprendendo como produzir conteúdo na internet.

A marca Sanka, surgiu quando você cursava gastronomia, uma área completamente diferente da qual você atua hoje. Como foi isso?  

O Mario, (Mário Henrique Tatsuo Marsumoto, 27, também empresário da loja), já trabalhava com a venda de camisetas, ele fazia a produção, mas vendia no carro, quando o Donna Ninpha Skate Bar, que é de alguns amigos do Mario, foi inaugurado. Ele foi convidado para abrir realmente uma loja dentro do bar, a marca tinha outro nome, não tinha uma grande produção, nem site, era só ele. E abrir sozinho era algo que ele não queria. Eu cursava gastronomia e namorava o Mario. Por gostar  muito de moda,  decidi entrar como sócia para trabalharmos juntos, a gente juntou uma grana e começou, foi realmente na garra, bem inesperado, através do convite de amigos.

A marca se chama Sanka. Qual foi a inspiração para a criação desse nome?

O nome Sanka surgiu inspirado em nossa identidade, que é algo básico, mas buscando o diferente, com estilo próprio e despojado. O símbolo da marca é um triângulo, que na língua japonesa leva o nome de Sankakkei. O triangulo entre seus diversos significados, representa a harmonia entre corpo, mente e alma. Da união desses três elementos, surgiu o objetivo da marca, que é transmitir o que vestimos em corpo o que temos em mente e alma, que é a essência.

O objetivo da marca é transmitir o que vestimos em corpo, o que temos e alma, a essência.

A aceitação da marca no Instagram é grande. Observa-se que você produz um conteúdo mais interativo com os clientes. De que maneira a rede social, contribuiu com o avanço da marca de vocês?  

A parte de redes sociais sou eu quem cuida, eu acredito que a internet tem um poder imenso na moda. De certa maneira a gente até se torna refém da divulgação, porque o alcance ocorre por lá. A gente consegue fazer com que pessoas de vários lugares, que não podem ir até a loja, conheçam a marca. Então, assim, acredito que é uma ferramenta com muito poder, e para mim, na verdade, é a principal da atualidade.

A última coleção tem como tema igualdade, você comentou que os clientes influenciaram na ideia. Como foi isso?

A última coleção começou a ser pensada no ano passado, surgiu com um post que eu fiz no Instagram, pedindo para os seguidores darem dicas de frases que eles gostariam que tivesse em uma camiseta. A frase escolhida foi “a sua vibe atrai a sua tribo”, no entanto, uma galera comentou frases feministas, sobre diversidade, igualdade, e eu achei muito legal. Conversando com uma amiga chegamos na ideia de criar uma coleção feminista. Eu comecei a pesquisar mais sobre o assunto, conversei com o Mario e decidimos realmente levantar um movimento, criar uma coleção, mas que apresentasse mais que apenas roupas.

 Vocês lançaram a campanha diversidade com a proposta de roupas unissex. Como foi a resposta dos clientes em relação à nova coleção?

Foi bem legal, porque a grande maioria das pessoas gostaram, entenderam o conceito, vestiram a causa, apoiaram a ideia. Se não comprou a camiseta, mandou uma mensagem, então, acredito que conseguimos alcançar o que desejamos, mas ao mesmo tempo é engraçado que as pessoas se revelam. Na campanha tiramos fotos de homens com roupas que normalmente mulheres usam, alguns estavam com bolsas, acessórios femininos e isso incomoda algumas pessoas. Chegamos a ouvir comentários de pessoas próximas que falaram que não iam usar a camiseta, porque não gostaram da ideia da campanha, e ao mesmo tempo diz que respeita e que não tem preconceito. Mas isso é o de menos. A campanha alcançou o que queríamos e é de longe a campanha favorita, porque tem toda uma causa junto.

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