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  • Última Edição: #483 | 28/06/2018 - Ano XIX
 
Crítica de Mídia | Edição #473 - 09/04/2018

A escassez da notícia ofertada a deficientes

O caminho é longo para que pessoas especiais tenham acesso à informação

Bia Fortunato
Estudante de Jornalismo

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Reprodução/TV Câmara

Interpretação do discurso do relator do impeachment (Reprodução/TV Câmara)

Desde sempre o jornalismo tem um papel fundamental na sociedade. As pessoas atribuem ao jornalista o dever com a verdade e a imparcialidade. O jornalismo tem o dever com o cidadão, sendo porta-voz de pessoas que não são ouvidas. Segundo o Código de Ética dos Jornalistas, o profissional deve defender os direitos do cidadão, em especial das minorias. Em veículos de comunicação, é comum ver reportagens sobre pessoas com necessidades especiais, sempre reforçando a ideia de inclusão social. Lutar pela acessibilidade de deficientes em ruas, prédios e transportes públicos não é o suficiente. Ter uma comunicação que se adapte às necessidades dessas pessoas é essencial para a inclusão deles na sociedade.

A LBI assegura acessibilidade em qualquer ambiente

Quando se fala em pessoas especiais no Brasil, as taxas são altas. De acordo com o IBGE, o país tem 45 milhões de pessoas com deficiências. Esse grupo de pessoas não tem acesso à informação da mesma maneira que outras, pois em muitos jornais e emissoras de televisão, as reportagens em vídeos não têm tradução descritiva para cegos e nem para surdos e mudos, e em jornais com plataformas online os textos não têm opção de áudio. Ou seja, essas pessoas acabam não recebendo a informação de maneira adequada, pois não há linguagens que sejam compatíveis com as necessidades delas. Como resultado, as informações acabam defasadas, pois se 24% da população não tem acesso às informações, todas as pessoas são prejudicadas.

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI), diz que esse segmento da população precisa ter acessibilidade a qualquer ambiente, seja nas ruas, em jornais online ou em telejornais. Em meios de comunicação por radiodifusão, devem “permitir o uso de sub-titulação por meio de legenda oculta, janela com intérprete de libras e audiodescrição”. Existem diversas regras e orientações de inclusão social, mas nas mídias raramente são cumpridas.

Com a tecnologia já é possível adaptar as notícias para essas pessoas especiais de uma maneira diferenciada, mas pelo visto a prioridade é somente fazer reportagens sobre elas, entretanto, como receptores de informação, o público de pessoas com deficiência não é tido como prioritário.

 

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