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Crítica de Mídia | Edição #475 - 23/04/2018

A dialética seletiva no jornalismo Globo

A tênue linha da emissora sobre posicionamento e exposição de funcionários

Caio Manzano
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Reprodução

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Mesmo longe das câmeras, parece que a Rede Globo não aprova que seus jornalistas teçam opiniões que impliquem posicionamentos políticos. Pelo menos, quando trata-se de um vazamento de áudio nas redes sociais a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e envolva um dois maiores âncoras da casa: Chico Pinheiro.

Após algumas horas após o vazamento do áudio, supostamente em que seu interlocutor é Chico Pinheiro,  Ali Kamil, diretor de jornalismo da Rede Globo, solta uma advertência para sua equipe”

Leilane Neubarth, com a condenação de Lula, vociferou por meio do Twitter alegria “vence o povo brasileiro”, escreveu.  ”Teria ganhado porque roubou dinheiro da Petrobras” disse Diogo Mainardi, após a presidente Dilma Rousseff sofrer o impeachment ou “estamos diante de uma crise institucional”, palpitou Merval Pereira, após a vitória nas eleições da ex-presidente – ambos jornalistas da Globo News. Quando aparenta ter uma quebra de interesses editoriais, a condução tem outro peso e outra medida.

Algumas horas após o vazamento do áudio, supostamente em que o interlocutor é Chico Pinheiro,  Ali Kamil, diretor de jornalismo da Rede Globo, solta uma advertência para a equipe, em que repreende qualquer tipo de manifestação partidária por parte dos funcionários e pede zelo com a relação dos mesmos e as redes sociais. Kamil ainda ressalta que o maior patrimônio do jornalismo é a isenção e que todos podem ter ideologias, mas que tudo deveria ser deixado de lado no trabalho jornalístico. A nota não cita em nenhum momento o nome do apresentador, mas deixa claro o cuidado que se deveria tomar em grupos de redes sociais mesmo quando amigos estão envolvidos.

A seletividade na reprovação do jornalismo da Globo com Lula é igualmente parecida com parte da opinião pública sobre corrupção com o PT e outros partidos  - evidente que isso não é uma coincidência. Um áudio vazado de um jornalista em um grupo de amigos, não deveria chamar a atenção do maior veículo de comunicação do Brasil caso não fosse feito na bancada de um telejornal.

O apartidarismo da mesma emissora que ajudou a eleger Fernando Collor e apoiou a ditadura militar, deverá tomar uma advertência retroativa? Seguimos na dualidade de achar que existe esse comprometimento da imprensa  e principalmente com a maior formadora de opinião do país.

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