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  • Última Edição: #482 | 18/06/2018 - Ano XIX
 
Literatura | Edição #472 - 29/12/2017

O amor bate na porta e entra sem avisar

Eu não tinha conhecido o amor ainda, mas estava prestes a conhecê-lo

Mariana Belleze
Estudante de Jornalismo

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Era mais uma quarta-feira normal. Chego na faculdade para a aula de anatomia no laboratório. Estacionei o carro no mesmo lugar de sempre, e logo o avisto. Estava chegando a pé, logo atrás de mim, andando no mesmo rumo. Dou uma diminuída no ritmo para ver se ele passava por mim, mas ele estava andando devagar, e eu, tímida, com medo de olhar para trás e dar de cara com aqueles olhos azuis perfeitos, que já haviam me encantado de relance alguns dias atrás.

Continuo andando até meu laboratório e ele para no mural de avisos para ler. Encontro minha amiga perto da escada e tomo coragem para olhar para trás. Quando me viro, lá estava ele, de óculos, lendo os informativos do curso. Transmitia uma paz e uma tranquilidade que nunca tinha visto em alguém, tão mágico e encantador, tão belo e simples, a combinação perfeita do cabelo dourado com a imensidão azul dos olhos como o mar do Caribe.

[Imagem/Pixabay]

[Imagem/Pixabay]

Avisto minha amiga logo atrás dele, e faço sinal para cumprimentar-la. Todo tímido,pensa que eu acenei para ele, e olha para trás vendo que era para outra pessoa. Caminha em minha direção para subir as escadas e meu coração bate com uma força que eu nunca tinha sentido. Eu continuo vidrada, fixada e hipnotizada por tamanha beleza e simplicidade.

Não conseguia parar de olhar para ele. Fui acompanhando, subindo as escadas, até perdê-lo de vista. Quando, de repente, vem  uma voz do interior e diz: É ele, não perca a oportunidade da sua vida.

Começa a minha missão em busca de descobrir o nome do menino de olhos azuis, o menino do sorriso encantador. Aquele que se tornou a minha primeira paixão.

Transmitia uma paz e uma tranquilidade que nunca tinha visto em alguém

Eu apenas sentei na escada para refletir. Eu, que mal olhava para as pessoas. Eu, que mal cumprimentava os colegas, apenas os mais próximos. Eu, que não acreditava no meu potencial, pude, a partir daquele momento, dizer para mim mesma: você pode olhar para os lados, chegar perto das pessoas, acreditar em si e se permitir ser feliz, ou pelo menos tentar ser feliz ao perguntar o nome do menino que fez meu coração tocar no ritmo da paixão.

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