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  • Última Edição: #472 | 29/12/2017 - Ano XVIII
 
Literatura | Edição #472 - 29/12/2017

Ah, país adorado, se todos o ajudassem

As mazelas desse país são tão grandes quanto as belezas naturais

Emanoel Almeida
Estudante de Jornalismo

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A mais triste e cruel sequência de palavras que se pode ler Imagem/Reprodução YouTube

A mais triste e cruel sequência de palavras que se pode ler
Imagem/Reprodução YouTube

Cá entre nós, há muito tempo, minha fama já não anda lá essas coisas. A minha reputação parece mais um rio de sujeira e lama, tal qual  a tragédia de Mariana em Minas, que deixa minhas belezas naturais tão ofuscadas, que quase não tenho mais orgulho de ser “Gigante pela própria natureza”. Nossos bosques que antes tinham mais vida e nossas vidas… Cadê os amores que estavam aqui?! Antes, Pátria Amada e agora abandonada.

O País do carnaval, do futebol, do bunda lelê a quatro.

Jamais tive a pretensão de ostentar, mesmo conhecendo o meu imenso território. De que me adianta ser “grande”  com valores inversos e negativos? O País do carnaval, do futebol, do bunda lelê a quatro. Nunca fiquei tranquilo com o verso que diz: “Deitado eternamente em berço esplêndido”, faz uma massagem no ego, é só isso, mas não é a realidade.

Tragédias, descasos, violência, corrupção em todas as suas formas:  Fome, seca, sangue, suor e morte, a mais triste e cruel sequência de palavras que se pode ouvir, ler ou escrever. Uma nação que em sua grande maioria, se agarra às lembranças mortas e vazias, que vive as memórias de um passado esquecido e vítimas do clássico “panis et circus”. E agora? Não ao José de Drumond, mas “e agora?”, a mim e a essa gente. O que mais ainda falta acontecer? Por que as esperanças se foram?

Em meio a tanta escuridão confesso: Não consigo encontrar uma luz, uma centelha de luz sequer, que alivie essa angústia e me devolva a fé no que antes eu era. Ó Pátria amada, idolatrada, salve-se! Salve-se!
Aqui quase jaz um “Gigante”, ainda agonizante pede socorro. Que essa nação dê um basta , busque seus direitos e não jogue a toalha. Nação aguerrida, lute contra tudo e todos que se opuserem ao seu propósito de ética e moral.

Volta e meia, ainda ouço falar, de pessoas que não baixam a guarda. Será mesmo que meus filhos não fogem à luta? Mas se não fogem, não fiquem apenas na indignação. Respondam à altura, com coragem e fé, e assim consigam dar uma resposta definitiva aqueles poucos que teimam fazer do País, uma extensão de seus interesses distorcidos e arrogantes.

Nação querida, somem-se aos pequenos que muito fazem aqui, ali e acolá. Mirem-se nos exemplos de cidadania dos que ainda lutam por justiça. Mirem-se nos feitos daqueles que não se rendem à corrupção. Marchem firmes e resgatem o orgulho desta Terra e limpem do País toda sujeira que o tem drenado. E assim quem sabe poderei voltar a ser a Terra Adorada e Mãe Gentil de outrora.

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