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Literatura | Edição #472 - 29/12/2017

A primeira vez na minha segunda casa

Um jogo sem tanta importância, mas muito mais valioso que três pontos

Isabella Soares
Estudante de Jornalismo

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WhatsApp Image 2017-11-22 at 10.56.34Nem consigo acreditar que é hoje. Só consegui ir deitar às 3 da manhã e às 6 eu já estava em pé. Não entendo por que levantei tão cedo, a dona Neide só vai chegar às 8 da manhã. Mas eu entendo essa ansiedade, afinal desde que me conheço por gente sonho em conhecer a minha segunda casa. Por vezes cheguei muito perto, no portão, mas não pude entrar. Mas dessa vez eu vou entrar e vou aproveitar cada minuto, principalmente os 90 minutos da partida.

Estacionamos o carro e chegamos na entrada. MEU DEUS DO CÉU! Que estrutura, que coisa mais linda. Se por fora é assim, imagina por dentro? Cada passo na fila para entrar, minha respiração ia ficando mais forte, eu ouvia meu coração bater. Entrei! MEU DEUS DO CÉU! Eu estava em casa, eu estava com a minha gente. Não conseguia parar de chorar e todo mundo me olhava e sabia que eu estava ali pela primeira vez.

Achei que eu estava sendo pé frio. 0×1 para eles. Silêncio absoluto no estádio. “Vamos incentivar, não vim de tão longe para criticar. Porco, dá-lhe, dá-lhe Porco”! Pênalti. Fiz a oração de todos os pênaltis. Pedi para Deus, reconhecendo que Deus deveria ter orações mais importantes para atender, mas que olhasse por quem fosse bater o pênalti. Abençoou nosso atacante Roger Guedes. 1×1 e euforia total. Pula, grita, canta!

Eu só queria que saísse gol do Dudu, capitão de tanta raça e técnica. Ídolo. E saiu, 2×1 Palmeiras.

Não tenho mais voz, começo a ficar tonta e sento. Falei tanto que ia desmaiar quando viesse ver o Palmeiras que quase desmaiei. Recuperada, volto a cantar. “O PALMEIRAS É O TIME DA VIRADA, O PALMEIRAS É O TIME DO AMOR”.

Nasci para ser torcedora do Palmeiras, não tem jeito. Só tem amor.

Existe uma regra básica para quem vai ao estádio, não pode gritar gol antes que leva tapa na orelha, mas não teve jeito. O estádio inteiro gritou gol antes do nosso 3° gol, nosso grito empurrou a bola para o fundo das redes.

Cantávamos minha música preferida: “chiqueiro, chiqueiro, festa no chiqueiro”.

Nesse momento eu senti que aqui é meu lugar. Mas não só na arquibancada, na beira do gramado com um microfone na mão.

Enquanto eu me imaginava na área da imprensa, gol de novo, de novo do Dudu, de novo do ídolo. Apito final e 4×2 para o Palmeiras. Muitos aplausos, pulos e comemoração. Quero repassar o filme desse jogo na minha cabeça um milhão de vezes, para nunca esquecer. Para lembrar do domingo mais feliz, a vitória mais linda e do dia que eu pisei, pela primeira vez, na minha segunda casa.

Nasci para ser torcedora do Palmeiras, não tem jeito. Só tem amor.

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