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  • Última Edição: #483 | 28/06/2018 - Ano XIX
 
Literatura | Edição #472 - 29/12/2017

A não inerência de riqueza ao mundo

A realidade natural do homem é miserável e nem um pouco desejável.

João Henrique Belli
Estudante de Jornalismo

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Maldito capitalismo malvadão que criou desigualdade e tristeza. Maldito capitalismo que toma conta de nosso tempo, de nossas vidas e de nossos sonhos. Se não fosse o capitalismo, quem me faria acordar as 8 da manhã para produzir? Pois é, ninguém.              Esse discurso de revolta tem se tornado cada vez mais comum, muitos o proferem e poucos o entendem. Eu talvez seja muito chato e cobre demais do mundo, talvez eu seja um senhor ranzinza jogado no corpo de um menino desatento e desfocado. Independentemente da situação, vou usar a crônica para mostrar qual o nosso estado perante esse mundo selvagem. Tenha em mente que a realidade é dura e que o mundo natural não é um restaurante de self service.                                                           Nascemos miseráveis em estado de pobreza. Durante 99 por cento de nossa história, vivíamos a vida caçando para comer ou guerreando por espaço com outros seres humanos. Não havia organização para se produzir e o acúmulo de capital era zero. Isso nos fez extremamente pobres por dezenas de milhares de anos.                                                   Passados milhares de anos chegamos no momento atual, em que para comer, é só dar uma passadinha na venda da esquina e comprar um salgadinho. Para uma espécie que viveu a maioria do tempo caçando animais para comer, o salgadinho da venda é uma realidade muito fora do normal, mas nós que nascemos nessa geração não entendemos isso, achamos que riqueza é algo inerente à relação humana. O mal de ficar rico é se esquecer que já foi pobre.                                                                                                       Longe de achar que o mundo está ou será perfeito. O ideal de perfeição nunca vai ser alcançado, mas se o mundo é um lugar muitas vezes duro e cruel, aprender a produzir nele melhorou nossa situação, vide o fato que você está lendo esta crônica em um dispositivo que passa por toda uma divisão de trabalho e produção para chegar em sua mão.                                                                                                                                                            Vide o fato que podemos ficar duas horas em uma sala com ar condicionado estudando sobre Foucault e sobre como somos oprimidos.

A riqueza é uma obra da inovação. Imagem/ João Belli

A riqueza é uma obra da inovação. Imagem/ João Belli

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