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  • Última Edição: #483 | 28/06/2018 - Ano XIX
 
Literatura | Edição #469 - 06/11/2017

Um pequeno susto para quebrar a rotina

Os dias eram iguais, exceto aquele que por casualidade quebrou a rotina

Gustavo Martines
Estudante de Jornalismo

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Ilustração: Gustavo Martines

Ilustração: Gustavo Martines

Após um longo dia, cansativo, mal via a hora de sair daquele estresse da cidade e voltar para minha casa, naquele lugarzinho tranquilo e afastado, andar por aquela estradinha de chão com a Lua iluminando o caminho.

Desci do ônibus no mesmo ponto, andei por alguns minutos até o asfalto e os postes acabarem, estava muito escuro pois já passava da meia-noite, a Lua não apareceu, pois estava nublado, frio e com alguns vestígios de neblina. Era o cenário perfeito para um filme de terror.

Ao longe comecei a ouvir alguns passos nas pedras soltas da estrada. Parece besteira, mas todo aquele ambiente sugeria que algo ruim iria acontecer. Com o tempo, o som dos passos foi aumentando e comecei a ver um vulto vindo em direção a mim, conforme foi se aproximando notei que era um homem que vestia um blusão preto com a touca sobre a cabeça.

Quando ele me viu, ficou me encarando por um tempo. À medida que ele ia se aproximando me subia um calafrio na espinha, logo me vieram à mente alguns alertas de assalto que haviam ocorrido naquela região.

A cada passo que eu dava, tentava encontrar algum meio de me livrar daquela situação. Não consegui pensar em nada, vesti a touca da minha blusa de moletom coloquei minha mão nos bolsos da blusa, abaixei a cabeça e continuei andando.

Quando me dei conta tive que conter meus risos

Os passos dele estavam cada vez mais próximos e aos poucos percebi que ele estava a poucos metros de mim, comecei a calcular tudo o que eu poderia perder ali, celular, carteira, notebook… por um instante meus pensamentos foram interrompidos por um barulho nas pedras, como se ele estivesse partindo para cima de mim. Como instinto, não pensei duas vezes e tentei fugir, mas minhas pernas não acompanhavam meu corpo, em meio aos tropeços de minha fuga desastrosa, olhei para o homem e percebi que ele apenas havia tropeçado em uma pedra solta, mas quando ele ouviu o meu barulho se assustou, e tentou correr na direção oposta a mim.

Quando me dei conta tive que conter meus risos, fiquei estático olhando para ele, já o homem deu um sorriso meio que sem graça, virou-se e continuou o caminho.

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Um ser tranquilo por fora, porem por dentro habita uma mente criativa coberta em um turbilhão de ansiedade.

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