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Cidade | Edição #470 - 10/11/2017

Peixes de Marilda vêm do Rio Paraná

De cabeleireira a peixeira, ela faz parte da Feira do Produtor há mais de 14 anos

Edição Especial
Projeto Integrador 2017

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Marilda limpa os peixes em casa antes de levar para a feira Imagem/Marieli Rossi

Marilda limpa os peixes em casa antes de levar para a feira
Imagem/Marieli Rossi

Há aproximadamente 14 anos, Marilda Rodrigues Andrade, 59 anos, largou a profissão de cabeleireira para se tornar peixeira. Decidiu começar a vender para os mercados de Maringá os peixes pescados pelo caseiro da chácara que ela mantém no Rio Paraná (160 km de Maringá).

Ela conta que muitos peixes eram descartados porque as peixarias não buscavam. “Fiquei com dó do pescador [o caseiro], então comecei a trazer de pouquinho para vender em Maringá e assim cheguei aonde estou”, diz a feirante.

A Feira do Produtor de Maringá buscava alguém na região que tivesse peixes frescos para vender. Depois de ficar conhecida com o produto, Marilda foi convidada por um produtor da própria feira para participar. Assim, inscreveu-se para ocupar uma vaga na feira, a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) conferiu a chácara dela e logo lhe concedeu o direito de participar.

Tem que estar sempre sorridente, brincar
com o cliente

No começo, ela assume ter ficado dividida entre a profissão de cabeleireira e de peixeira, mas diz que com o tempo pegou gosto e hoje prefere o que faz. “Antes eu não tinha esse carro [aponta para uma van], eu não tinha essa vitrine, mas aos poucos as coisas foram melhorando. Eu ainda estou nova, não sei quando vou parar. Quando eu cansar, passo para o filho ou para o neto e dá tudo certo.”

(foto: Marieli Rossi)

Imagem/Marieli Rossi

Marilda foi ganhando espaço, comprando  equipamentos mais modernos para o armazenamento dos peixes e hoje é dona de uma clientela fiel, mas afirma que a gentileza ainda é fundamental para conquistar o comprador. “Tem que estar sempre sorridente, brincar com o cliente. Por isso eu tenho bastante clientela”, afirma a feirante.

Em média, a cada 15 dias ela busca peixes novos para a feira. Diferentemente de outros produtos, o peixe tem algumas peculiaridades para ser comercializado. Por isso, ela faz a limpeza dos espécimes na casa dela, no Jardim Novo Horizonte (região sul da cidade), em uma cozinha preparada apenas para essa atividade.“Eu fiz uma cozinha na parte do fundo de casa só para isso. Tem pia para limpar, os freezers, tem tudo” salienta.

Marilda revela que foi uma das primeiras a utilizar a saia de lona que padroniza todas as barracas da feira. “A feira começou a mudar e fez isso em todas as barracas. A ideia foi minha”, orgulha-se.

Produzido pelas estudantes Giulia Cordeiro e Marieli Rossi, na disciplina de Narrativas Jornalísticas. 

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