Cidade | Edição #470 - 10/11/2017

Oscar investe em 3 tipos de frutas exóticas

Gabiroba, momei e abio são os diferenciais na barraca dos Tokuni

Edição Especial
Projeto Integrador 2017

O casal de feirantes e, ao fundo, o pé de gabiroba (Imagem/Amanda Watanabe)

O casal de feirantes e, ao fundo, o pé de gabiroba (Imagem/Amanda Watanabe)

Oscar Massatochi Tokuni, 52 anos, natural de São Jorge do Ivaí, 50 km de Maringá, tem mais ou menos 1,60 m de altura, cabelos grisalhos e um olhar que transmite tranquilidade. Começou a trabalhar como feirante em Londrina, com apenas 6 anos. Ficou por lá tempo suficiente para ingressar na universidade, no curso de engenharia elétrica. Mas aos 23 anos a vida dele tomou outro rumo.

“Tive que deixar meus estudos em Londrina e o meu trabalho, para cuidar do meu pai que adoeceu. Vim para Maringá e resolvi trabalhar na Feira do Produtor e já faz 29 anos que trabalho como feirante” conta Tokuni.

Quem o ajuda na produção e na venda é a mulher, Flávia. Os produtos que mais geram lucro são, principalmente, as verduras orgânicas, mas o casal conta com um diferencial: Cultivam três espécies diferentes de frutas. A gabiroba, que dá frutos em apenas uma época do ano, por isso o preço de uma bandeja custa em torno de R$ 7. As outras duas são a momei e abio, que ainda estão na fase de cultivo.

Tokuni e a mulher estão na Feira do Produtor duas vezes na semana, quarta-feira e sábado. “Neste ano eu tive que faltar alguns dias por causa da produção, que depende muito do clima e também porque alguns produtos requerem mais tempo de espera para colheita. E durante esse tempo eu vendo produtos mais básicos, como cereais e algumas verduras”, diz.

O feirante afirma que a época mais própria para as vendas começa em setembro, principalmente porque o clima é mais favorável e por causa da grande procura por parte dos fregueses.

A gabiroba dá frutos em apenas uma época do ano;  a bandeja custa cerca de R$ 7

Para não ter prejuízos com a plantação, Tokuni e Flávia cercam os canteiros da propriedade que eles mantêm em São Jorge do Ivaí, 50 km de Maringá, com barreiras de capim napier. A barreira serve para não deixar que o agrotóxico lançado sobre as lavouras das propriedades vizinhas chegue até os orgânicos plantados pelo casal.

Flávia conta que mesmo fazendo essas barreiras, alguns tipos de veneno ainda se infiltram na plantação. Ela relata que a verdura mais contaminada é a couve. “As folhas murcham na hora, como se tivessem pulgões. A partir disso a gente sabe quando a plantação inteira é perdida.”

Além das três espécies exóticas, Oscar também cultiva amora (Imagem/Amanda Watanabe)

Além das três espécies exóticas, Oscar também cultiva amora (Imagem/Amanda Watanabe)

Produzido pelas estudantes Amanda Watanabe e Isabella Higa, na disciplina Narrativas Jornalísticas


Artigo impresso de Jornal Matéria Prima:
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