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  • Última Edição: #470 | 10/11/2017 - Ano XVIII
 
Cidade | Edição #470 - 10/11/2017

Francisco sonha conquistar selo ‘orgânico’

Ex-produtor de algodão, feirante aposta na produção de tomatinho cereja

Edição Especial
Projeto Integrador 2017

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Tanto na feira como na horta, Francisco trabalha com o apoio da família (Imagem/Ryan Saveli)

Tanto na feira como na horta, Francisco trabalha com o apoio da família
(Imagem/Ryan Saveli)

Marialvense, 62, Francisco Donizete trouxe na genética o gosto e a habilidade do trabalho na lavoura. Filho de algodoeiro, conta que os pais nasceram na Argentina, mudaram-se para São Paulo e depois para Marialva, no Paraná. No início, ao chegarem a Marialva, os pais investiram no cultivo de café, o que na época estava bastante em alta.

Só na Feira do Produtor de Maringá, Donizete está há 25 anos. Tímido e de pouca conversa, ele comenta que nesses anos de feira percebeu muitas mudanças entre as quais a diminuição da freguesia, que hoje opta pela facilidade de ir ao supermercado.

“No fim da feira não sobra um para contar história”

O aumento da procura por produtos orgânicos também afetou as vendas de Francisco Donizete porque os produtos que cultiva não são totalmente livres de agrotóxicos.

O feirante diz que planta tomates, melão, pepinos e vive disso desde então. Antes de trabalhar na Feira do Produtor, Donizete trabalhava com sericultura (criação de bicho da seda), e após sofrer uma queda grande no interesse do mercado, decidiu aproveitar  a propriedade para o plantio de frutas e legumes.

Tanto na feira quanto na horta, ele se orgulha de dizer que tem o apoio da família, que está sempre ao lado dele.

Quando quastionado sobre a vontade de produzir orgânicos, o feirante diz querer muito conseguir mais esse avanço, porém ainda depende de certificação que autorize e qualifique o serviço.

Como todo bom feirante, ele faz propaganda daquilo que produz, e garante que o tomatinho cereja, aquele bem pequenininho e doce, é o carro-chefe da barraca.“No fim da feira não sobra um para contar história”, brinca. Para a produção desses tomatinhos, Donizete conta com 16 estufas de 300 metros quadrados.

A rotina do produtor começa cedo na lavoura, para cuidar dos cultivos. Vai para as estufas dos tomatinhos que exigem mais cuidados que os demais legumes na colheita, sempre com a ajuda da família, faz a limpeza, seleção e embala tudo que será vendido no dia seguinte.

Os tomates vendidos por Donizete são produzidos em estufas (Imagem/Ryan SAveli)

Os tomates vendidos por Donizete são produzidos em estufas
(Imagem/Ryan SAveli)

Produzido pelos estudantes Gustavo Martines e Ryan Saveli, na disciplina Narrativas Jornalísticas

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