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Cultura | Edição #469 - 06/11/2017

“Eu gosto de falar que sou um contador de histórias”

Dirceu Gomes, escritor e jornalista que se encontra dividido no meio do jornalismo e da literatura.

Talita Camozze
Estudante de Jornalismo

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“ A atividade de escrever livros é como um grande prazer”,diz Dirceu Gomes. (Imagem/Arquivo Pessoal)

“ A atividade de escrever livros é como um grande prazer”,diz Dirceu Gomes. (Imagem/Arquivo Pessoal)

Dirceu Herrero Gomes, 53, um jornalista apaixonado por contar histórias. Natural de Mirandópolis, interior de São Paulo, casado com a também jornalista Regina Daefiol, 53. Chegou a Maringá em 1998. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) no ano de 1987, aqui trabalhou em TV, jornal e assessoria de imprensa. Ele conta ao Jornal Matéria Prima que, em 2001, quando lançou o primeiro livro de crônicas, “Cartas para Marilia”, a entrada para o mundo da literatura aconteceu.

“A atividade de escrever livros é como um grande prazer e um trabalho profissional ao mesmo tempo. Claro que a maior satisfação é quando o cliente aprecia o resultado do trabalho ou alguém comenta que leu o livro, ou até mesmo fez algum comentário sobre o livro. É algo gratificante”, afirma.

Uma novidade ainda está por vir: Dirceu Gomes afirma que tem vontade de criar um livro de crônicas para o filho Pedro,16, que teve alguns anos depois de Marília,21. “Quando Pedro nasceu eu também escrevi crônicas sobre o dia a dia com ele.”

Você é formado em jornalismo, e além de jornalista também é um escritor.Como surgiu esse interesse em escrever livros?

Eu gosto de falar que sou um contador de histórias. Minha incursão na elaboração de livros aconteceu quase por acaso. Eu trabalhava na Associação Comercial [de Maringá] quando a entidade decidiu levantar sua história e fez uma parceria com a Unicesumar [Centro Universitário Cesumar] para levantar os fatos mais importantes desde sua fundação, em 1953. Participei de várias entrevistas e fui conhecendo e me apaixonando pela história de Maringá. Eu acabei sendo coautor, do livro contribuindo para o levantamento de informações e com a edição. Posteriormente a cooperativa Sicoob metropolitano também decidiu contar sua história e me contratou. A partir daí outros trabalhos surgiram e contei as histórias do colégio São Francisco Xavier, do Sicoob Paraná,  do empresário Laurindo Cordioli e da própria cidade de Maringá, mais um trabalho da Unicesumar com outros jornalistas e pesquisadores.

Você já tem sete livros publicados. Atualmente está escrevendo ou tem algum título novo?

Atualmente estou escrevendo um livro sobre os 40 anos da Aduem, (Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Maringá) – em parceria com o professor de História Reginaldo Dias; uma biografia do empresário Cláudio Sandri; uma biografia do segundo prefeito de Maringá, Américo Dias Ferraz (em parceria com o jornalista Airton Donizete); acabei de escrever um livro sobre o Parque do Japão, que está em fase de programação visual; iniciei um livro sobre a história da Acema [Associação Cultural e Esportiva de Maringá] e também um livro sobre o Observatório Social de Maringá.

O livro foi mais uma forma de perenizar essa relação de pai e filho

      De acordo com o site Maringá.com, o livro em forma de crônicas “Cartas Para Marília” (2001), que escreveu em homenagem a sua filha, além de ser um trabalho bastante pessoal é também muito emocionante para o leitor. Como foi escrever algo tão puro e sincero?

Quando eu tive minha filha, em 1996, percebi o quanto a vida de um pai ou uma mãe muda e o quanto é possível amar e sofrer por um filho. Eu tive até um peso de conciência por não saber o quanto meus pais me amaram e sofreram comigo. Além disso eu tinha assistido a um filme em que o personagem contraía uma doença fatal, e ao mesmo tempo em que a esposa ficou grávida. Então, juntei as duas coisas e comecei a escrever crônicas para minha filha. Eu tanto podia morrer e ela não me conhecer, como ela jamais saberia o quanto eu a amei, o quanto um pai e uma mãe sofre com um sofrimento de um filho. Com as dúvidas inerentes de um casal de primeira viagem, eu fui escrevendo crônicas e enviava os textos aos amigos e todos elogiavam e diziam-se emocionados com as histórias. Até que um dia eu achei que tinha crônicas suficientes para lançar um livro. O livro foi mais uma forma de perenizar essa relação de pai e filho, as neuras que a gente sente e também de ser um relato sicero e real dessa relação, das dificuldades e do amor paterno.

       Agora que Marilia já tem 21 anos, pode nos contar qual foi a reação dela com essa homenagem?

Ela se sente bastante lisongeada e me contou também que quando era criança, dava um jeito de contar para os amigos e para os professores que eu tinha escrito um livro para ela. É um bom sinal.

Na época em que decidiu escrever o livro de crônicas para sua filha, como sua mulher, que também é jornalista, reagiu ?

Minha esposa adorou a ideia do livro e me deu maior força. Ela ficou, inclusive, muito emocionada com algumas crônicas e com o fato de eu ser uma pessoa bastante participativa na vida da família, nos cuidados com as crianças, no amor, enfim. Foi uma experiência que envolveu todos nós, da família. Foi muito legal.

Para encerrarmos, que dica você daria para quem sonha ser um escritor, ou até mesmo se tornar um grande jornalista?

Existem muitas diferenças entre os trabalhos desenvolvidos por um jornalista e por um escritor, mas o que é básico é que, para se escrever com qualidade, é preciso ler muito. Só escreve bem quem tem o hábito de boas leituras. Além disso é preciso persistência, fazer cursos de especialização, oficinas, ir atrás de seus sonhos.

 

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