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  • Última Edição: #471 | 20/11/2017 - Ano XVIII
 
Literatura | Edição #471 - 20/11/2017

Dose errada e o amor acaba com vidas

O dosar dos sentimentos é como remédio para uma sociedade saudável

Luiz Gustavo Santoro
Estudante de Jornalismo

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O amor também morre (Image by Pexels)

O amor também morre
(Image by Pexels)

Existe uma linha tênue entre o amor e o ódio, a linha que mostra de que lado você está, do vilão ou do mocinho. A vida toda o amor foi romantizado por todos, desde quando você assistia a filmes da Disney, até quando seus pais falavam “Um dia você irá achar alguém especial e com isso vai conhecer a felicidade”. Desculpe informar, é a maior e a mais absoluta mentira.

Vamos desconstruir o amor romântico, pensando que um dia a Branca de Neve “enlouquece”, faz a mulher dona de si, tira a rainha do trono e fica reinando absoluta. Um homem desconhecido a beija, sem avisar e sem ela querer. Ela como rainha manda mata-lo por assédio. Fim. Sem amor romântico.

E se a Bela não conseguisse ver a beleza interior da Fera, pois ela estava pensando em ler, estudar e ser alguém na vida sem precisar de homem, e não corresponde ao amor controlador. A Fera tomada por ódio, ultrapassando a linha do amor e correndo de braços abertos para esse sentimento, mata a Bela com golpes de um castiçal falante. Fim. Sem amor romântico.

As reestruturações dos contos e do amor acima, são surreais para você? Se são, não deveria. O amor é sentimento que mexe com as pessoas, e só cabe a elas saber lidar com isso, o excesso de amor se transforma em posse, a posse se transforma em egoísmo, o egoísmo nada mais é que a falta de amor e a falta de amor pode se transformar em ódio.

Uma vez, que um jovem banhado de vida não é correspondido por uma colega de sala em aula, planeja por um ano, um ano que poderia ser aproveitado, amando outras pessoas, fazendo sua própria vida andar sem mágoa e pensando que as pessoas tem a escolha de não o colocar na vida delas, planeja a morte de quem gosta e a cumpre com a satisfação de ver ir embora sua posse, por que nunca foi amor.

O que falta à sociedade atual é a significação da vida

O que falta na sociedade atual é a significação da vida, é dar significado ao indivíduo, não como uma massa ocupante do planeta, e sim com um ser com bagagem, com uma família e acima de tudo um ser com sentimentos. O mal do século não são as doenças, o mal do século não é a corrupção, o mal do século é não saber dosar o amor e o ódio.

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