Cidade | Edição #470 - 10/11/2017

‘A feira está no cotidiano do maringaense’

Elzaburo Kadowaki preside atualmente a Feira do Produtor de Maringá

Edição Especial
Projeto Integrador 2017

Elzaburo Kadowaki,atual presidente da Feira do Produtor  ( Imagem/Talita Camozze)

Elzaburo Kadowaki,atual presidente da Feira do Produtor ( Imagem/Talita Camozze)

Elzaburo Kadowaki, 43, é formado em geografia, produtor e feirante. Está na Feira do Produtor de Maringá há 14 anos. Atualmente preside a feira e está no segundo ano de mandato.

A Feira do Produtor, com mais de 30 anos de existência, trabalha com pessoas não só de Maringá , também de muitas cidades vizinhas , como Marialva, Mandaguari, Nova Esperança, Paiçandu, Mandaguaçu, Guairaçá entre outras. Além de ter uma grande diversificação em produtos, dentre os quais frutas, legumes, verduras, tem também artesanato, sem contar os sons e aromas que se misturam e espalham por toda a extensão da feira.

A produção de Kadowaki é escalonada (milho verde, mandioca, quiabo, abobrinha, cenoura, couve, almeirão) e a propriedade rural dele fica na saída para para o distrito de Iguatemi.

A clientela é diversificada, tem desde o público mais jovem até os mais idosos. Além de produzir para a feira, Kadowaki também produz para a Ceasa (Central de abastecimento).

A Feira do Produtor é muito conhecida em Maringá e região, além de atrair muitas pessoas. O que motiva essa grande importância para o público?
A feira em si já está no cotidiano dos maringaenses, está aí há mais de 30 anos, então já é um costume, uma tradição para o público. O grande atrativo da feira são, sem dúvida, os produtos frescos. Tanto folhas como frutas, sempre colhidos no dia. É a qualidade do produto e o respeito com o cliente.

Como o senhor disse, os produtos frescos são grandes atrativos da feira. Qual é a melhor época de produção?
Agora é uma boa época de produção, o que falta mais são frutas, mas para folhas, verduras e legumes estamos em uma época boa. Uma época que geralmente é mais fraca seria em janeiro e fevereiro, que não produz muito bem.

O grande atrativo da feira são, sem dúvida, os produtos frescos

Como presidente da feira, o seu papel seria de ajudar a manter tudo em ordem, tratando dos problemas etc. Como isso funciona?
Meu papel é como o de todos os outros aqui, sou igual a todos os outros feirantes. Estou na presidência temporariamente, isso não quer dizer que tenho um papel diferente dos outros. Na questão de diretoria é uma ajuda que nós fazemos junto do feirante e o grupo [os associados], mas não tem diferença alguma.

Como em todo lugar, existem problemas a serem resolvidos. E como presidente, qual é sua atitude quando acontece algum problema?
Sempre resolvemos através da comunicação. Não só eu como a diretoria se reúne e conversamos com o feirante, damos uma advertência e se não resolver, se for necessário, suspendemos o feirante por 30 dias, um tempo para pensar.

A feira é uma associação que reúne mais de 130 produtores. Como funciona essa organização ?
Nós temos dois tipos de associados: o produtor e o sócio colaborador, que fornece o que não é produzidos aqui. Por exemplo: batata, cebola. A parte de processamento de produtos, pastel, defumados, esses são dos sócios colaboradores. A associação tem mais de 130 produtores e a diretoria é formada somente por produtores, presidente, vice-presidente, tesoureiro, secretário.

Há 14 anos como produtor na feira o senhor deve ter adquirido muita experiência. Essa experiência ajuda na sua presidência hoje?
Sem dúvida alguma. Independentemente que eu seja o presidente hoje, a gente aprende muito, principalmente a respeitar ao próximo, respeitar nossos associados. É uma maneira de a gente ter uma boa sociabilidade dentro da feira e com os clientes também, que é o mais importante na verdade.

Produzido pela estudante Talita Camozze, na disciplina Narrativas Jornalísticas


Artigo impresso de Jornal Matéria Prima:
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