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Cidade | Edição #470 - 10/11/2017

A feira é o sustento da família de Valéria

Ela e o marido, Marcos Satoshi Kikuta, são feirantes há 11 anos

Edição Especial
Projeto Integrador 2017

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Valéria Cristina ao lado da barraca na Feira do Produtor (Imagem/Weverton Klein)

Valéria Cristina ao lado da barraca na Feira do Produtor (Imagem/Weverton Klein)

Entre as dezenas de barracas amarelas da Feira do Produtor em Maringá, no estacionamento do estádio Willie Davids, está a de Marcos Satoshi Kikuta, 33 e da mulher dele, Valéria Cristina, 32. O casal mora no Distrito Vale Azul, em Sarandi (a 7 km de Maringá). Há 11 anos os dois trabalham como feirantes. Antes de se casarem, já trabalhavam com frutas e legumes. Kikuta era produtor de verduras e a mulher vendia uva em Marialva (a 17 km de Maringá). Hoje, são produtores de hortaliças.

O casal tem uma pequena chácara no Vale Azul e é de lá que saem todos os produtos vendidos na feira. Valéria conta que todo o sustento da família provém da barraca. “A feira nossa é como uma Mega-Sena. Se não chove, a feira é boa”, acrescenta. E apesar dos contratempos e de ter que acordar cedo, Valéria fala da profissão com entusiasmo. “Vida de feirante é gostosa, não é ruim não”, diz. Aos sábados, a família acorda às 3h30 e fica na feira até à 10h30, quando termina de desmontar a barraca. 

A feira nossa é como uma Mega-Sena. Se não chove,  é boa

Todas as hortaliças produzidas pelo casal são orgânicas, ou seja, cultivadas sem agrotóxicos e fertilizantes químicos. Valéria conta que alguns produtos são liberados para uso de defensivo, contudo, o marido prefere que as hortaliças sejam geradas 100% ao natural. “Se tiver que usar [fertilizantes], ele produz em casa. A gente tem um livrinho de orgânicos e nós mesmos produzimos”, complementa.

A produção começou pequena, com as folhosas rúcula, almeirão e alface. No entanto, buscando levar uma variedade maior de produtos ao consumidor, Valéria diz que agora a produção da família conta com inhame, batata-doce, manjericão, brócolis e couve-flor, todos orgânicos e que, em breve, estarão disponíveis na feira.

A feirante lamenta, contudo, o fato de haver pouca divulgação sobre a produção de alimentos cultivados sem o uso de agrotóxicos. Para ela, se houvesse propagandas explicando o motivo de os preços serem maiores do que os dos não orgânicos, o consumo também seria maior. “Tem bastante gente que reclama [do preço]”, afirma.

Produzido pelos estudantes Eduardo Domingos e Weverton Klein, na disciplina Narrativas Jornalísticas

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