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Literatura | Edição #465 - 09/10/2017

Sonho de noite de Molejão (ou quase isso)

Uma reflexão sobre como o pagode noventista fala sobre a essência

Adevanir Rezende
Estudante de Jornalismo

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A vida é uma situação curiosa pela qual passamos, que tem hora que é difícil de entender mas é fácil de se perder. E quem nunca se perdeu pensando nela?

Passamos nossas fases em que brincadeiras de criança (e como é bom) são nossas únicas preocupações, que começam a ser perdidas nas primeiras tarefas domésticas em que precisamos varrer, levantar poeira e, em algum momento, descobrir ainda jovem que é fã de algum certo alguém.

E o tempo de ser adulto chega mais devagar do que queríamos e agora passa mais rápido do que queremos. É difícil a aceitação daqueles momentos em que vamos trabalhando, nos esforçando, até irmos nos cansando e notamos que não está adiantando e, quem sabe, a vida ainda não nos reconheceu. Vai me dar uma chance?

Também é sofrido sentir a futilidade do mundo em que as aparências têm tanto valor. Arranjar um carro importado, uma beca e um celular, mesmo que seja tudo emprestado e não tenha onde morar. Logo depois vem a crise de consciência de perceber as ações e interesses em que, por favor, não quero mais te (e me) enganar. Menti, mas foi de boa fé. Te ganhei no paparico, na verdade não tenho nenhum, mas por favor, não pense que sou 171.

Carmas de uma vida de idas e vindas, me apaixonei. Inocente, apaixonado, estava crente de que ia viver uma história de amor. Só que a vida é de lições e ilusões. Que cilada, desilusão, ela me machucou e abusou do meu coração. Não era amor, era cilada.

Nas vindas, ainda pode ter coisas bonitas, e em outras empreitadas, há aquele novo alguém que sinto calor e o que rola entre nós é paixão. E por mais que um dia você possa me enlouquecer, não há nada mais bonito não.

Tudo isso é ideia, é pensamento, sofrimento e sentimento. E para não perder nada disso, é melhor trazer a caçamba e jogar tudo aí. Está tudo aí, e que papo legal! Não negue que gosta da vida e viva como ninguém.

Guardo ainda na lembrança aquela noite estranha de devaneios etílicos sobre a vida

Por isso tudo, guardo ainda na lembrança aquela noite estranha, de festa à fantasia repleta de tantas identidades. Muita gente,alegria, suor, banheiro químico e bebida quente. Ainda assim, uma noite de devaneios etílicos sobre a vida, a música e o reflexo de alegria nas suas formas mais curiosas, numa eterna busca por paz, amor e esperança. Ah, como é bom, bom é ser feliz com o Molejão!

Desconhecidos em foto no camarim do Molejo

Cŕedito: Elis Weiss

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Curioso pela vida como ela é e pode ser e os momentos dela que se perderão como lágrimas na chuva

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