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  • Última Edição: #483 | 28/06/2018 - Ano XIX
 
Literatura | Edição #466 - 16/10/2017

O céu ensolarado de um dia pouco comum

Uma ensolarada manhã de quinta-feira acaba terminando em lágrimas

Bruna Araujo
Estudante de Jornalismo

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Capa de jornal com a notícia do incêndio Imagem/Reprodução

Capa de jornal com a notícia do incêndio
Imagem/Reprodução

Mamãe veio me acordar bem cedinho. Confesso que estava com muito sono e não queria levantar, mas lembrei dos meus amigos, da comida gostosa e da minha professora sempre brincalhona e feliz com a gente. Levantei, mamãe me trocou, um shorts, tênis e uma blusa. Me fez um leitinho e me levou para a creche.

O dia estava lindo, céu azul, muito sol e calor. Cheguei e meus amiguinhos correram em minha direção. Eu tenho amigos incríveis, espero levá-los para toda a vida. Entramos na creche e nossa professora, sempre com um lindo sorriso no rosto, veio nos receber. Um abraço caloroso e gostoso. Perguntou como dormi e se descansei bem, porque iríamos ter muitas atividades. Quem diria, parecia ser só mais um dia de muita brincadeira. Poderia ter sido mais um dia só de brincadeiras.

Chegamos na sala. Claro que não deixamos a professora dar aula de início, mas tudo bem, ela adorava conversar e brincar com a gente. Não fazia muito tempo que havíamos chegado ali, talvez uma hora, no máximo, ou mais, eu não sei. Estávamos tranquilos na sala e o segurança da creche chegou trazendo um balde. Que estranho, eu nunca tinha visto ele, devia ser o que cuidava daqui durante a noite. Ele estava com uma expressão estranha, parecia estar com medo ou talvez assustado. “Ei, tá tudo bem, vem se divertir com a gente!”

Um cheiro muito forte o acompanha e também um cheiro de queimado. Uau, esse cheiro é mesmo horrível. De repente, percebo que minha professora está gritando, todo mundo está gritando, as crianças choram. Sinto um cheiro mais forte que de início. Minha pele começa a arder e um clarão toma conta de toda a sala. Minha pele está queimando. Então eu corri e me juntei a mais três amiguinhos que estavam no canto da nossa sala.

Já não sinto mais nada, minha pele não dói mais…

Escuto a voz de desespero de todos e muita gente correndo. Gente, calma, está tudo bem, o que está acontecendo que vocês estão assim? Por que tanto desespero? Por que estão todos chorando? Está tudo bem! Já não sinto mais nada, minha pele não dói, o cheiro já não está mais forte. Na verdade já não existe mais cheiro. E tudo começa a parecer mais calmo. Não sei mais aonde estou, mas minha angústia passou. Aqui parece tudo bem. Mas espera, onde estão meus papais? Não encontro eles. Só essa luz…

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