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  • Última Edição: #483 | 28/06/2018 - Ano XIX
 
Literatura | Edição #468 - 30/10/2017

Muito mais que uma irmã, ela é meu amor

Quando você descobre que vai ter uma irmã, não sabe o que vem junto

Isabelli Raiacovitch
Estudante de Jornalismo

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Eu tenho 19 anos e foi há 14 que provei do melhor amor do mundo. Quando meus pais disseram que eu teria uma irmã eu não imaginava o impacto que isso poderia causar na minha vida. Eu não lembro direito como recebi a notícia, mas o dia que ela chegou eu lembro, certinho. Era uma quarta-feira e a tia Leila foi me buscar no colégio. Perguntei onde estava minha mãe e ela disse que estava no hospital, afinal a bolsa tinha estourado e a Julia ia chegar. Eu não entendi em que bolsa a minha irmã estava, mas o importante era que ela estava chegando.

Eu e meu primo Rafael almoçamos, correndo, e fomos criar todo um plano do que fazer para a hora que a Julia chegasse. Tudo que planejamos deu certo. Tinha bexiga e em vários cartazes escrito ”bem-vinda.” Coloquei a roupa mais nova que  tinha, um vestido rosa com um enorme laço atrás. Como demorou, o dia nunca passou tão devagar. Esperamos e esperamos. Esperei tanto que dormi. Acordei com meu pai chegando em casa e dizendo que a Julia e a mamãe não chegariam hoje, que nos só poderíamos vê-las no outro dia.

Grande decepção, as bexigas iriam murchar. Então a gente deu tchau para tia Leila e para Rafa, e eu foi colocar o pijama. Enquanto me trocava, meu pai me contou tudo sobre a Julia. Disse que ela era bem pequenininha e clarinha, que chorava mais que eu quando nasci. Fiquei imaginando como ela era durante a noite toda.

Acordamos, tomamos café bem rápido e fomos para o hospital. Meu pai não é muito bom em arrumar cabelos, mas fez um rabo de cavalo bem lindo em mim . Ele disse que a Julia iria gostar e que com o tempo eu poderia fazer penteados nela. Chegamos ao hospital e no quarto só tinha a mamãe. Eu já não aguentava mais  esperar para ver a Julia. Meu pai me levou para a maternidade. Era uma sala de vidro com vários bebês. E lá estava ela, toda pequenininha, tinha os olhos grandes e azuis. Foi no dia 4 de novembro de 2003, que conheci o maior amor do mundo.

Quando eu descobri que teria uma irmã, achava que teria alguém com quem dividir meus pais, o espaço do carro e os brinquedos, e realmente fizemos tudo isso. Mas o que ninguém te diz quando você vai ter uma irmã, é que você terá uma cúmplice, uma metade que te completa, um novo guarda roupas, alguém para compartilhar sobre a vida, alguém com quem dividir a culpa. Hoje, 14 anos depois do nascimento da Juju, eu consigo entender ; Quem tem um irmão tem tudo.

Grasiele Renata de Souza Raiacovitch

Imagem/ Grasiele Raiacovitch

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