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Cidade | Edição #465 - 09/10/2017

Jogos eletrônicos estão na mira da OMS

Organização Mundial da Saúde entende vício como transtorno psiquiátrico

Talita Camozze
Estudante de Jornalismo

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Psicologa diz que isolamento pode levar as pessoas ao vício  (Imagem/Talita Camozze)

Psicologa diz que isolamento pode levar as pessoas ao vício
(Imagem/Talita Camozze)

Reportagem do programa “Hoje em Dia” (Record), do dia 5 de julho, mostrou que o vício em jogos eletrônicos pode entrar para a lista de transtornos psiquiátricos da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em Maringá, a professora Sílvia Mariah Pereira, 39, moradora do Jardim Bim (região sul da cidade), pode ser considerada um exemplo dessa ameaça. Atualmente ela se define como ex-jogadora de jogos online e explicou ao Jornal Matéria Prima como conseguiu parar de jogar e como esse vício a prejudicou.

A professora contou que jogava “Fazendinha”, jogo do Facebook, e isso se tornou um vício. Ela disse que deixava o computador ligado direto. Foi quando vieram as crises de choro e, como consequência, problemas emocionais e físicos por ter ficado tanto tempo sedentária. A professora também recebeu acusações de familiares. Cobranças do tipo:  “Você não sai deste quarto”, “Todos sentados na mesa e você não vem…”. O problema afetou também compromissos que tinha, como perda de prazos na faculdade, entre outros.

Silvia disse que se viu diante de dois caminhos: ou continuar daquele jeito ou mudar. Ela optou pela mudança. Disse que os mais difícil foram os primeiros dias. “Eu acho que todo jogador, assim como qualquer outro vício, não tem consciência que aquilo pode causar danos. Vai ganhando proporções, ficando maior que você, você vive para aquilo, mente, arruma desculpas.”

Depois de uma luta de dois anos contra o vício, hoje ela auxilia e compartilha o que viveu como forma de auxiliar outras pessoas. “Meus filhos de 6 e 7 anos não ficam em celulares, tablets mexendo com jogos. Eles brincam, conversamos, usamos o tempo de forma que hoje eu acho mais saudável” , revelou.

Outro que se considera dependente de jogos online é o estudante Carlos Iandry Souza Benites, 20, morador do bairro Cidade Nova (região norte), jogador de League of Legends (LOL), jogo online muito disputado entre os jovens. Jogador desde 2014, Benites contou que o vício já lhe causou problemas de saúde, pois atravessava noites jogando e isso lhe causava dores de cabeça, tonturas e exaustão.

Há situações em que o vício surge diante de dificuldades de interação e vínculo

Para a psicóloga Laíssa Muniz da Silva Monteiro, 30, os jogos online são uma forma de entretenimento que podem ser bem ou mal utilizados. Só quando mal utilizados e que podem se tornar um vício. “Observamos situações em que o vício surge diante de dificuldades de interação e vínculo. O isolamento do indivíduo pode leva-lo a se refugiar em jogos online, que lhe proporcionam interação com pares e alívio de suas tensões”, explica.

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