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Cidade | Edição #464 - 02/10/2017

Em Maringá, 3% têm descendência alemã

Na região sul da cidade pode ser encontrado muito da cultura germânica

Mariana Belleze
Estudante de Jornalismo

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Osterroht explica uma das construções do padre Scherer (Imagem/Murillo Saldanha)

Osterroht explica uma das construções do padre Scherer
(Imagem/Murillo Saldanha)

Um dos pioneiros e desbravadores de Maringá foi o padre alemão Emílio
Clemente Scherer, que chegou ao Brasil em 1939. Segundo pesquisa realizada pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) e pelo Departamento de Economia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), 3% da população maringaense tem descendência alemã.

Miguel Fernando Perez Silva, diretor executivo do Instituto Cultural Ingá,
conta que o padre Emilio Clemente Scherer veio para Maringá como fugitivo do regime nazista. Por causa do capital dele estar integralizado na Alemanha, Scherer teve que adquirir títulos da Companhia Ferroviária Nazista. Ao chegar no Brasil, fez uma troca pelo título de Terras do Norte do Paraná.

“Entre 1939 e 1940, ele construiu uma fazenda onde, além da casa dele, funcionava uma olaria e também a capela São Bonifácio, que até hoje existe no Cidade Alta [região sul da cidade] ”, conta Silva sobre o padre.

Puxa, eu vou pintar. Isso ninguém fez ainda e ninguém sabe fazer

No bairro Zona 2, também na região sul da cidade, encontram-se três casas construídas por Edgar Werner Osterroht, 83, arquiteto formado na Alemanha que trabalhou durante 10 anos na Companhia Melhoramentos
Norte do Paraná. Osterroht veio para Maringá com a família em 1951, também fugindo do regime nazista, e lembra que no começo sentiu dificuldades para se adequar à nova língua e ao calor.

“Vou fazer o que sem saber português? Andava na cidade e fui para o
Maringá Velho [ região oeste]. Puxa, eu vou pintar. Isso
ninguém fez ainda e ninguém sabe fazer”, conta o alemão sobre o começo na
pintura. Ele diz que pinta desde os anos 50, e que hoje tem muitos quadros coloridos de
Maringá, o que em muitos livros era em preto e branco.

Edson Hass, 45, é presidente da Associação Cultural Teuto-Brasileiro de Maringá, que preserva a cultura alemã. Cerca de 70 famílias participam da associação, que atualmente não é restrita aos descendentes alemães. De acordo com ele, o grupo tenta manter a culinária e o vestuário germânicos. Apenas pequenas mudanças culturais aconteceram por causa de fatores climáticos e geográficos.

“Nas danças, mantemos fieis as tradições e as pesquisas [sobre a cultura alemã] que são feitas, não alteramos. O que ocorre é a personalidade que o nosso grupo coloca”, diz Hass. Ele afirma que não tenta ser o melhor, e sim “o mais alegre na transmissão da alegria do povo alemão”.

Maringá velho em oléo sobre tela pintado por Edgar Osterroht (Imagem/ Murillo Saldanha)

Maringá velho em oléo sobre tela pintado por Edgar Osterroht
(Imagem/ Murillo Saldanha)

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