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Literatura | Edição #467 - 23/10/2017

Assim é o cotidiano nosso de cada dia

Rotina não pode passar despercebida, correr é preciso. Vamos em frente

Emanoel Almeida
Estudante de Jornalismo

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Acorda, acorda, anda, já tá perdendo tempo. Toma banho, escova os dentes, rápido! Rápido! O dia já amanheceu e o presente já está acontecendo. A vida está por todos os lados na agitação nossa de todos os dias. Corre, é o ônibus, olha, já tá saindo e você não pode perder. Ah! E o café? Não deu tempo, ficou lá trás. Que pena, talvez amanhã.

Bate o ponto e trabalha, digita, anota, tem telefone aí! Eita! Não esquece o cliente que está esperando! Trabalha mais, tem Skype, recado no Facebook, e o WhatsApp então? Tá bombando, hoje ele não para. Telefone de novo. E tem a reunião. Confere aí, 15 minutos atrasado e ainda o cliente na linha continua o blá, blá, blá.

Agora o chefe grita, reclama, chega junto. Que loucura, você esqueceu de entregar o relatório, o chefe não esqueceu de receber e agora cobra, manda, determina.

Dez horas e aquele cafezinho, será que agora dá tempo? Hum, acho que não. Tem o arquivo com todas as pastas bagunçadas, esperando para serem organizadas. Chegou o pessoal da campanha de publicidade, tem que dar uma assistência. Ai, tô com fome e já passa das duas. No andar da marcha, acho que o almoço vai atrasar, igual ao café que ficou perdido no tempo.

No andar da marcha, acho que o almoço vai atrasar, igual ao café que ficou perdido no tempo.

Ai não, esqueci as contas, o banco e a fila, meu Deus. Morri! Agora é que nunca mais saio daqui. E fica, espera, e os contatos cobrando, tem que voltar, tem um monte de coisas pendentes, e toca esperar mais e mais. Aquela menina ali do guichê não se mexe. Poderia atender com mais rapidez, fica nessa leseira que irrita.

E volta correndo, o tempo está escorrendo e o dia acabando e o trabalho aumentando e a pressão subindo. E corre, bate o ponto, saída, o ônibus passando mais cedo e lá se vai na velocidade, não posso perder esse, o outro demora muito. Agora começa a chover e cadê o guarda-chuva? Hoje não veio e aquele cafezinho, agora até que ia cair bem. Chega no ponto, desce, a chuva aumentou e toca correr mais, cadê a marquise?

Enfim, chega em casa. Agora é relaxar, nossa que coisa boa! Só que não, tem o filho gritando: “pai, tô com fome!” A casa revirada, esperando pela organização, roupa espalhada, tem que recolher. Ah, mulher, cadê você?

Meia-noite, a ausência do café ainda é sentida, mas deixa prá lá. Toma um copo de água mesmo, deita, dorme que daqui a pouco recomeça tudo. Logo ela volta.

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