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  • Última Edição: #483 | 28/06/2018 - Ano XIX
 
Cidade | Edição #468 - 30/10/2017

“A gente se inspira até mesmo a partir de velas para um projeto”

Arquitetura e Urbanismo, uma arte de inspirações, avanços e cintura

Matheus Alves
Estudante de Jornalismo

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"Quando estou em estado de relaxamento é que meu subconsciente trabalha! (Imagem/ Banco Pessoal)

“Quando estou em estado de relaxamento é que meu subconsciente trabalha!
(Imagem/ Banco Pessoal)

Amanda Amorim de Andrade, 27 anos, filha de Dinosane Amorim e Rosangela Amorim e a caçula em meio a quatro irmãos,, é arquiteta em Paranavaí, a 75Km de Maringá, trabalhando em escritório próprio. Começou a faculdade distante da família em Blumenau, Santa Catarina. Contudo, no decorrer dos estudos teve que trabalhar fora da área para se sustentar dentro da cidade, já que era bolsista. Os trabalhos diferenciados de fora da área, unidos à saudade da família, quase a levaram a desistir do curso, até que ela conseguiu voltar para o Paraná e se estabelecer em Maringá, cursando arquitetura e urbanismo no  Centro Universitário de Maringá (UniCesumar). Em entrevista ao Jornal Matéria Prima, Amanda conta os detalhes de como a vida de um arquiteto pode ser complicada e, ao mesmo tempo, cheia de prazeres.

A arquitetura é uma arte e todo bom artista se inspira em algo. Portanto, de onde você tira inspiração para criar cada projeto?

Primeiramente através de muita pesquisa, focada naquilo que o cliente necessita naquele momento, assim como os seus desejos. Contudo, é geralmente quando estou em estado de relaxamento é  que o meu subconsciente trabalha naquele problema. É nesse momento que a magia acontece, quando acontecem os insights, o que traduzindo, são as idéias. Algo legal também é que, ao contrário do que as pessoas acham, as pesquisas não são feitas necessariamente a partir de formas arquitetônicas. São analisadas milhares de formas geométricas, orgânicas. Ás vezes a gente se inspira até mesmo a partir de velas ou árvores para um projeto.

Quando estamos trabalhando com aquilo que a gente ama, a cada momento nos apaixonamos por algo novo, algo diferente, contudo ainda temos aquela nossa maior paixão. Nesse pensamento qual foi o melhor momento que você teve com a arquitetura?

Os melhores momentos sempre estão relacionados a viagens.  A que eu tenho uma lembrança mais feliz é de quando fiz um mochilão para a Bolívia e o Peru. Desde a diferença retratada na natureza, assim como as questões situacionais das cidades, minha mente já estava sendo alimentada.  Na Bolívia pude desfrutar do deserto do sal, que tem tanto a mistura da criação do homem, junto a criação da natureza. No Peru tive a oportunidade de conhecer Machu Picchu, um sonho realizado, e consegui também vivenciar os lados modernos das cidades que visitei. Adoro vivenciar toda essa questão de sociologia cultural dos povos e tento a  o máximo conhecer os países e suas questões culturais, assim como funcionam e como são estruturados. Ainda lembro quando fui a uma ilha flutuante e eles tinham que remontar a ilha todos os dias, mas agora só penso em meu próximo destino, a Patagônia.

No Peru tive a oportunidade de conhecer Machu Pichu, um sonho realizado

A tecnologia avança em tempo recorde, afetando toda e qualquer área profissional. A partir desse fato, como você acha que será o futuro da arquitetura?

Eu ainda me perco nas estruturas absurdas que antes só poderíamos ver em maquetes eletrônicas, sendo transformadas em realidade, verdadeiros monumentos surreais. Dentro do meu enfoque que são casas,  acredito que o avanço mais próximo são as casas construídas a partir de placas cimentícias, acelerando uma construção em meses. Agora, se formos analisar cidades grandes, como Xangai e Dubai, ou países, como Estados Unidos e Espanha, a evolução deles é de deixar qualquer um sem palavras. Algo que me deixa encantada nesse emaranhado de inovações, são os materiais que, além de obterem  maior resistência, ganharam diversidade. Hoje, nós temos milhares de cores, revestimentos, aços, pedras, sem contar o fato que podemos moldar qualquer material ao nosso jeito. A arquitetura, como sempre, continua impactando e atingindo as pessoas, o único problema é ter o dinheiro.

Os arquitetos diferentemente de outras áreas profissionais dependem de uma relação mais pessoal com o cliente. Como é lidar com o cliente no dia a dia?  

Ao realizar um projeto, muitas vezes o problema não é somente o cliente. Entram vários fatores quando se trata de uma obra. Deve se pensar que ela vai muito mais além do que um casamento, um pagamento ou esgotamento físico e mental das várias pessoas incluídas no projeto. O jogo de cintura é algo que todo arquiteto tem de ter para provar ao cliente, muitas vezes, que aquilo que ele deseja não é cabível para a casa, para não falar que muitas vezes é impossível. Muitas vezes eu chego na obra e tenho que desenhar o projeto em escala humana, para dar a credibilidade que o cliente precisa. Portanto tem que saber rebolar. O pagamento é algo complicado para profissionais liberais, o cliente vem com a ideia de pagar metade no início do projeto e a outra ao final, algo que se torna incabível quando colocamos que obras, hoje em dia, podem demorar ate mesmo anos. Por último, eu encontro um sério problema de usar o mesmo número para trabalhos e questões pessoais. Uma brecha complicada para os clientes que não sabem distinguir feriado e fins de semana de dias úteis, assim como o que é um horário de trabalho

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