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Cultura | Edição #463 - 25/09/2017

“O difícil é fazer as pessoas entenderem realmente o que é cultura”

Rael Toffolo é músico, professor e também o atual secretário da Cultura

João Henrique Belli
Estudante de Jornalismo

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Toffolo quer incentivar a cultura na cidade como um todo (Imagem/Arquivo pessoal Rael Toffolo)

Toffolo quer incentivar a cultura na cidade como um todo
(Imagem/Arquivo pessoal Rael Toffolo)

Atual secretário da Cultura de Maringá, Rael Bertarelli Gimenes Toffolo, 41, leva da Diretoria de Cultura da Universidade Estadual De Maringá (UEM) parte da experiência para melhorar as atividades culturais do município. Toffolo foi nomeado pelo prefeito Ulisses Maia e começou os trabalhos no início deste ano. Apesar de já estar acostumado com o mundo da cultura, ele assumiu uma responsabilidade bem maior aceitando esse desafio.

 Rael Toffolo é bacharel em música pela Universidade Estadual Paulista (Unesp)  e professor do curso de graduação em música da UEM desde 2005. Por ter experiência no ramo educativo e cultural, trouxe na bagagem algumas importantes ideias para o município.

Ele tem em mente descentralizar a cultura na cidade, dando oportunidade e apoio para regiões mais afastadas do centro. O secretário também acredita na cultura não só como diversão, e sim como algo muito mais amplo. Entre outras questões, Rael Toffolo traz uma visão experiente e, ao mesmo tempo, inovadora sobre cultura em Maringá.

Tendo conexão inicial com a música, onde surgiu essa vontade de trabalhar com cultura?                                                                                                                                    Na verdade é muito por causa da área que estudo. Na área teórica da música você trabalha com muitos aspectos do que significa a produção inicialmente musical dentro da sociedade. Também por trabalhar com arte interdisciplinar e sempre ter um envolvimento grande com outras áreas.

Desse trabalho com a cultura, o senhor virou diretor de Cultura na UEM. Qual era seu papel nesse cargo?                                                                                              O diretor de Cultura dentro da universidade seria o equivalente a um secretário de Cultura no município. A gente cuida das atividades culturais da universidade e da relação que elas têm com a sociedade.

[O artista pode] produzir cultura no próprio bairro e acabar com a dicotomia centro e bairro

O senhor afirmou em outra entrevista que nunca tinha pensado em assumir o cargo de secretário da Cultura. O que o fez aceitar o convite?          Na verdade foi uma discussão feita com muita gente. Muitos colegas da própria universidade conversaram comigo e disseram o que achavam desse convite. No início não aceitei, porém o pessoal falou e eu também entendi que era uma oportunidade de levar outras visões sobre a cultura ao município.

Já faz um tempo que o senhor assumiu a secretária. Quais são as maiores dificuldades?                                                                                                                                    A dificuldade é fazer as pessoas entenderem o que é realmente fazer cultura. As pessoas acham que a cultura é ligada somente ao entretenimento.

O senhor fala muito sobre a descentralização da secretária. Como seria isso?
Há aspectos que a gente tem que pensar sobre esse processo de descentralização. É necessário que a gente incentive o nascimento da produção cultural e artística da cidade como um todo. Para fazer isso se deve encontrar e fomentar que artistas iniciantes ou artistas que estavam fora das ferramentas de financiamento público tenham acesso a isso. Dessa forma eles podem produzir cultura dentro dos seus próprios bairros e acabar com a dicotomia centro e bairro. Historicamente a produção artística esteve com grupos que nasceram no centro.

Hoje se debate muito a lei de incentivo à cultura, conhecida como Lei Rouanet. O que é a lei e como funciona?                                                                           A Lei Rouanet é uma lei de isenção fiscal, é uma das leis criadas para que o dinheiro chegue às produções artísticas. Muitos artistas criticam a Lei Rouanet, pois quem decide em que vai investir é o marketing da empresa e muitas vezes as grandes corporações investem pensando no retorno de marketing e não na cultura em si.

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