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Sem categoria | Edição #463 - 25/09/2017

Não sabemos como dar nome aos bois

É preciso aprender a chamar a boiada pela respectiva identificação

Emanoel Almeida
Estudante de Jornalismo

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(Imagem/Emanoel Almeida)

(Imagem/Emanoel Almeida)

É um espanto, daqueles de deixar a face pálida e os olhos esbugalhados ao constatar que em pleno século 21, ainda não aprendemos a “dar nomes aos bois” e assumir nossas culpas e responsabilidades por nossos atos. Reportagem do dia 4 de setembro deste ano, no Jornal do Brasil, diz que já se passaram nove anos de Lei Seca, mesmo assim, beber e dirigir ainda é habitual para os brasileiros. Por que será que isso nos deixa tão indignados?

Vejamos: 7,3% da população adulta nas principais capitais do Brasil, declaram que bebem e dirigem sem problema algum. Ah, tem mais. Ainda dizem o velho bordão com toda cara lavada possível: “Bebida e direção não combinam”. Mas êta povinho cara de pau. Vamos e convenhamos: O que não combina mesmo é a falta de vergonha na cara do cidadão etílico do Brasil.

No entanto, existem outros “sem noção” que merecem ser lembrados, como o dono de posto de combustíveis que vende bebida alcoólica. Por que não falar do dono de bar que vende a mesma bebida para adolescentes? Dos donos dos restaurantes à beira das rodovias e do brasileiro mentecapto que não consegue aprender com os erros alheios. Todos acham que têm o peito e a testa de aço e não oferecem riscos aos demais.

É muita ingenuidade pensar assim. Mesmo com os números expressivos que apontam uma sensível queda de 11% no número de mortos nos acidentes de trânsito em todo Brasil, segundo dados do Sistema de Informação de Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM), o motorista brasileiro não toma consciência disso. Não duvido nada de que esse “motorista” ainda pergunte: “Serão mesmo verdadeiros esses dados?”

A impressão que fica é que o condutor brasileiro é egoísta

A impressão que fica é que o condutor brasileiro é egoísta e também sadomasoquista. Vive alheio aos acidentes que dia a dia tomam conta dos noticiários Brasil afora. Não se importa com as famílias que perderam entes queridos por imprudência de condutores. Essa é a triste e cruel realidade.

O motorista brasileiro está pouco se importando com esses números e exemplos extremamente visíveis dia após dia. Seria essa conduta reflexo da impunidade? Pois, esse mesmo motorista está debochando de quem faz as leis, de quem as aplica e de quem cobra. Parece, que a preocupação principal do condutor ao dirigir é ter onde parar para completar o tanque do carro (e também o próprio copo).

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