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Literatura | Edição #463 - 25/09/2017

Jardim da vida perde flor mais antiga

A regra mais complexa é a morte, pois não sabemos quando vai chegar

Gustavo Martines
Estudante de Jornalismo

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(Montagem sobre imagem/Gustavo Martines)

(Montagem sobre imagem/Gustavo Martines)

O processo de viver é completamente lindo e doloroso, uma vez que todos temos que cumprir regras. Temos regras do início da vida até o termino dela. As três mais simples são: nascer, reproduzir e morrer. Dentre essas, a mais complexa é a morte, pois nunca sabemos quando ela vai chegar e querendo ou não, temos que cumpri-la.

Diante disso, vou contar a história de uma bela flor, a Violeta Marrom. Quando em sua vida você viu uma Violeta Marrom? Eu nunca tinha visto. Isso quer dizer algo, não é mesmo? Isso quer mostrar a raridade, isso quer mostrar o quanto essa flor é especial.

Isso quer mostrar sua raridade, isso quer mostrar o quanto essa flor é especial

Tudo começou quando uma sementinha de violeta foi plantada no quintal. Dessa semente começa o processo de vida pelo qual todos passam, seres humanos e belas plantas. A planta cresceu, saiu de sua zona de conforto, dentro da semente, foi jogada em um mundo com muita luz e muitas circunstâncias favoráveis e desfavoráveis, e teve que saber lidar com isso.

Conforme foi crescendo, Violeta Marrom foi conhecendo o mundo ao redor e descobrindo que todos passamos por processos, que somos modificados e que temos que nos adaptar ao frio do inverno, ao sol quente do verão, à perda da folhas e das pétalas no outono, para que quando chegar a primavera possamos mostramos que somos fortes e que todos passamos por períodos ruins.

Depois de muito tempo passando por esses processos, conhecendo pessoas especiais e as incorporando à sua vida, Violeta Marrom viu que com o passar dos anos essas pessoas que ela amava eram levados por uma velha conhecida de todos, a Morte.

Violeta descobriu em sua vida uma dádiva e uma dor terrível: viver mais do que se é esperado. Ela aprendeu a fazer amizade com o Tempo, Memórias, Frustrações, Perdas e Ganhos. E inconscientemente driblava a última regra. Mas não sabia se a Morte a estava presenteando com mais tempo de vida ou punindo-a, por ver todos que um dia amou irem embora.

No dia 15 de setembro de 2017, depois de 117 anos, Violeta Marrom acolheu a Morte como uma velha amiga, cumprindo uma vida de luta e a última regra que se deve cumprir.

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Um ser tranquilo por fora, porem por dentro habita uma mente criativa coberta em um turbilhão de ansiedade.

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