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Cidade | Edição #462 - 18/09/2017

Em Paranavaí, mulher acolhe 18 animais

Nelci Bernardes abriu as portas de casa para cães e gatos abandonados

Peterson Gauze
Estudante de Jornalismo

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A gerente de vendas publicitárias Nelci Aparecida Bernardes, 53, de Paranavaí (distante 73 km de Maringá) decidiu compartilhar o conforto da própria casa e o carinho, que aparentemente tem de sobra, com 18 animais. São gatos e cachorros que ela encontrou na rua. Nelci é uma das poucas citadas pela Spap (Sociedade Protetora dos Animais de Paranavaí) como exemplo de pessoa que não cruza os braços diante de um problema crônico das grandes e médias cidades: o abandono indiscriminado de animais.

Eles têm um certo custo e eu não posso contar com a ajuda de ninguém

De acordo com Veridiana Pizzato Sguissardi, presidente da Spap, cerca de 100 animais são abandonados mensalmente nas ruas de Paranavaí. Desse total, apenas dez por cento são adotados. O restante permanece nas instalações da entidade, que está sempre cheia, dificultando a entrada e permanência de outros bichos. Segundo Veridiana, a atitude de Nelci Bernardes demonstra que “ainda existem pessoas de bom coração”.

A gerente de vendas afirmou que sempre teve paixão por animais. “Sempre amei esses bichinhos e sinto que eles devem ser respeitados, pois são criaturas dignas, como todos nós”, disse. Ela reclamou da falta de recursos, pois não é fácil manter todos esses animais sozinha. “Eles têm um certo custo e eu não posso contar com a ajuda de ninguém.”

Entretanto, se falta dinheiro por um lado, de outro Nelci disse ser muito gratificante “ver os olhinhos agradecidos dos animais” por tudo o que consegue fazer por eles. Ela brinca, dizendo que os animais são como filhos para ela. “O amor que eu sinto por eles é realmente um amor de mãe”, comparou.

Muitos outros animais já passaram pelas mãos de Nelci, que chegou a ter 13 gatos e nove cachorros em casa ao mesmo tempo. Apesar do amor que disse sentir por eles, sempre que aparece alguém que ela julga ser capaz de cuidar bem dos bichos, doa sem nenhum remorso. “O mundo precisa de mais amor, não tem como amar o próximo e odiar nossos animaizinhos. Sempre que vejo um bichinho sofrendo, parece que posso sentir tudo o que ele sente”, disse a gerente de vendas.

Kauê Oliveira, 26, disse que conhece Nelci há quatro anos e sempre admirou o fato de ela cuidar dos animais abandonados. “Nelci cuidava de uma gatinha e um dia essa gatinha morreu. A Nel ficou muito triste, parecia que tinha perdido alguém da família e isso me emocionou muito”, contou.

Não só cães e gatos são amparados por Nelci. A gerente de vendas chegou a cuidar até de uma coruja, que encontrou debilitada na rua. Apesar dos esforços, ela disse que após alguns meses a coruja morreu. “Mas o sentimento que prevalece é o de missão cumprida.”

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